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MATANÇA: CEMITÉRIO DE TARTARUGAS É FLAGRADO NA BOCA DA BARRA DO RIO ITAPOCU EM BARRA VELHA




A ação entre a Fundação Municipal do Meio de Ambiente de Barra Velha (Fundema), ONG Eco Local Brasil e Projeto Guardiões da Natureza, que era para ser apenas um mutirão de limpeza na Boca da Barra do Rio Itapocu, resultou no flagrante de um cemitério de tartarugas no manguezal e restinga do local.

Cerca de 25 tartarugas mortas foram encontradas, algumas enterradas, outras espalhadas pela vegetação nativa ou na areia. Duas delas, segundo um dos voluntários, pelo estado das mesmas não fazem mais de 48 horas que foram capturadas.

Segundo o coordenador da Eco Local, Filipe Oliveira, as tartarugas mortas encontradas no local provavelmente foram capturadas por redes de arrasto e feiticeiras, redes estas e pesca proibidas por lei. Ele diz que os pescadores acabam descartando os animais no local e enterram, talvez com objetivo de não serem autuados pelos órgãos competentes.

Denúncia

Há duas semanas, um frequentador do local, que preferiu não se identificar, denunciou a nossa reportagem a pesca ilegal na boca da barra do Rio Itapocu.  Ele afirmou, que além de capturar as tartarugas, as redes proibidas também já causaram acidentes, como enroscar nas hélices de embarcações, resultando em naufrágios e danos materiais. Vale lembrar, que um desses acidentes resultou na morte de um pescador no ano passado.

Mutirão de Limpeza

Ação dos voluntários resultou na retirada de mais de quinze sacos de lixo da Boca da Barra, no dia ontem, 23. Entre o material coletado estão: garrafas de vidro, latinhas, plásticos e o descarte irregular de resíduos volumosos, como móveis e eletrodomésticos nas Áreas de Preservação Permanente (APP).

No local, apesar de estar sinalizado, é proibido jogar lixo, fazer fogueira, acampar ou estacionar, mas grande parte dos frequentadores ignoram os avisos.

Diante de tal agressão a natureza os voluntários da Eco Local Brasil, Keep the Ocean Blue, Guardiões da Natureza e Passa a Boia inciaram hoje (24) o Movimento S.O.S Península e Boca da Barra. Eles pretendem de forma mais presente retirar os resíduos e orientar os frequentadores que respeitem a natureza, dando o destino certo para o lixo produzido por eles mesmos.

Foto: Fundema/Eco local Brasil

Por: Vilmar Carneiro

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Sobre Vilmar Carneiro

Vilmar Carneiro
Formado em Jornalismo pela Univali - Universidade do Vale de Itajaí. Passagens profissionais por: Rede de Comunicação Eldorado (RCE/TV- Itajaí), Jornal de Santa Catarina (Agencia RBS/Notícias), Jornal A Notícia, Diário do Litoral (Diarinho) e diretor de jornalismo da extinta Rádio Aquarela FM.

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