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Caso Gabriella: Juri popular de Leonardo Natan acontece na próxima terça-feira (27)




22.10 – Após um ano e três meses da morte de Gabriella Custódio Silva e três adiamentos de sessões por conta das medidas de prevenção da Covid-19, o júri popular de Leonardo Natan Chaves Martins, 22 anos, acusado de assassinar a jovem, vai acontecer na próxima terça-feira, 27.

Para a família de Gabriella, que mora em Armação do Itapocorói, em Penha, a expectativa é de condenação em pena máxima, já que não acreditam na versão de tiro acidental, apresentada pela defesa do réu.

Para Deise Kohler, uma das advogadas de defesa de Leonardo, o réu não teve intenção de tirar a vida de Gabriella e a expectativa é de que “a justiça verdadeira seja feita”.

De acordo com Deise, não existiu feminicídio, já que o casal se dava bem, e a defesa vai manter a tese de homicídio culposo. No entanto, a advogada afirma, que não há como prever a decisão do juiz.

Conforme a legislação de 2015, o feminicídio passou a ser considerado crime qualificado e, caso Leonardo Martins seja condenado por esta acusação, pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão. Caso seja condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, a pena é de detenção de um a três anos.

Relembre o caso

No final da tarde de 23 de julho de 2019, Gabriella Custódio Silva, 20 anos, foi atingida com um tiro no lado direito do peito, transportada no porta-malas de um Chevrolet Captiva e deixada na recepção do Hospital Bethesda, já sem sinais vitais, por Leonardo Martins, então namorado da vítima.

Dois dias após a morte de Gabriella, Leonardo Martins, que era considerado foragido, se entregou à Polícia Civil. Em depoimento, disse que a arma havia sido comprada no dia anterior pelo pai, Leosmar Martins. Ele contou que buscou a pistola para mostrar à namorada, que estava na cozinha, quando aconteceu o disparo acidental. Após o depoimento, Leonardo foi liberado.

No dia 9 de agosto, 17 dias após a morte da jovem, Leonardo foi indiciado por feminicídio e teve a prisão preventiva decretada. A arma do crime e o celular de Gabriella não foram encontrados. De acordo com a defesa de Leonardo, ficou provado que os objetos estavam na posse de Leosmar, que teria se desfeito dos pertences no Canal do Linguado.

Leosmar Martins, acusado de participação no crime e indiciado por fraude processual e posse ilegal de arma, foi encontrado morto na BR-280 dentro do próprio carro, em fevereiro deste ano. Ele respondia pelo crime em liberdade.

O delegado Eliezer Bertinotti, responsável pelo caso, afirmou na época que tanto o pai como o filho não possuíam posse ou porte de arma de fogo. Além disso, afirmou que a pistola só funciona caso haja acionamento mecânico, questionando a possibilidade de tiro acidental.

A falta de objetos, a partir de depoimentos e reconstituição do crime levaram a polícia a indiciar Leonardo por feminicídio. Ele está detido no Presídio Regional de Joinville desde o dia 9 de agosto de 2019, aguardando julgamento.

A defesa do jovem chegou a pedir dois pedidos de habeas corpus no ano passado, em agosto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina e novembro ao Supremo Tribunal de Justiça. Ambos foram negados.

 

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Sobre Vilmar Carneiro

Vilmar Carneiro
Formado em Jornalismo pela Univali - Universidade do Vale de Itajaí. Passagens profissionais por: Rede de Comunicação Eldorado (RCE/TV- Itajaí), Jornal de Santa Catarina (Agencia RBS/Notícias), Jornal A Notícia, Diário do Litoral (Diarinho) e diretor de jornalismo da extinta Rádio Aquarela FM.

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