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Caso Gabriella: Leonardo Natan senta no banco dos réus hoje a partir das 9h em Joinville




26.10 – Um dos júris mais polêmicos do ano em Joinville acontece hoje (27), no Tribunal de Júri. Leonardo Natan Chaves Martins, de 22 anos, acusado de matar Gabriella Custódio com um tiro no peito, senta no banco dos réus par ser julgado. O júri começa às 9h e a previsão é de que o julgamento possa durar cerca de 10 horas.

Leonardo está preso desde agosto de 2019. De acordo com a pronúncia, será julgado pelo crime de feminicídio, que tem como pena máxima 30 anos de prisão. No entanto, é justamente isso que a defesa contesta. Segundo a defesa de Leonardo, o tiro foi acidental.

Este deve ser o ponto chave das discussões durante o julgamento: se Leonardo teve ou não teve a intenção de matar Gabriella, se foi um crime doloso ou culposo.

Em seu depoimento, Leonardo, chorou várias vezes e mostrou como manuseava a arma no dia que Gabriella foi baleada no peito. Leonardo disse ao juiz que não puxou o gatilho, que o tiro foi acidental e depois ele disse ter ficado em choque.

Em seguida ele conta, que pegou Gabriella e colocou no porta-malas do carro e que também colocou a arma dentro do veículo e saiu em direção ao hospital. A tentativa de socorrer Gabriella foi gravada pelas câmeras do hospital Bethesda, em Pirabeiraba.

As imagens mostram Leonardo colocando a jovem na maca. Após deixar Gabriella, ele teria retornado ao carro para pegar um documento, mas decidiu sair do hospital e ligar para o pai. Ele diz que ligou pro pai falando, “pai, pai, eu matei a Gabriella, acabei com minha vida. Ele (o pai) falou: ‘meu Deus, meu filho’”

O pai de Leonardo, Leosmar Martins Chaves, foi morto em São Francisco do Sul em fevereiro deste ano, mas, de acordo com a Polícia Civil, a morte dele não tem relação com o caso Gabriella.

Família pede pena máxima

Para a família de Gabriella, que mora em Armação do Itapocorói, em Penha, a expectativa é de condenação em pena máxima, já que não acreditam na versão de tiro acidental, apresentada pela defesa do réu.

Conforme a legislação de 2015, o feminicídio passou a ser considerado crime qualificado e, caso Leonardo Martins seja condenado por esta acusação, pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão. Caso seja condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, a pena é de detenção de um a três anos.

A falta de objetos, a partir de depoimentos e reconstituição do crime levaram a polícia a indiciar Leonardo por feminicídio. Ele está detido no Presídio Regional de Joinville desde o dia 9 de agosto de 2019, aguardando julgamento.

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Sobre Vilmar Carneiro

Vilmar Carneiro
Formado em Jornalismo pela Univali - Universidade do Vale de Itajaí. Passagens profissionais por: Rede de Comunicação Eldorado (RCE/TV- Itajaí), Jornal de Santa Catarina (Agencia RBS/Notícias), Jornal A Notícia, Diário do Litoral (Diarinho) e diretor de jornalismo da extinta Rádio Aquarela FM.

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