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Entrevista: Reginalva Mureb, presidente da Águas de Penha, fala de novos investimentos na cidade




14.01 – Penha, no litoral norte de Santa Catarina, registrou este ano um dos melhores réveillons da história recente da cidade quando o assunto é abastecimento de água. Nos últimos anos, vir para a cidade passar o final do ano era sinônimo de preocupação com a precariedade no fornecimento. Ao longo de 2020, a concessionária Águas de Penha investiu em obras estruturais, ativou novos poços artesianos e construiu em tempo recorde (75 dias) uma Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro Santa Lídia, como alternativa para aumentar o fornecimento de água, sem dispensar o volume recebido do Rio Piçarras. A combinação de todos os investimentos fez com que jorrasse água nas torneiras de moradores e turistas, mesmo com o aumento do volume consumido. De acordo a advogada Reginalva Mureb, presidente da concessionária, a empresa não tem medido esforços para atender a população da melhor maneira possível. Nesta entrevista, a executiva conta como a empresa trabalha para garantir a oferta no município e se empenha para realizar melhorias contínuas no serviço de abastecimento.

Com a construção da ETA Penha, a cidade teve um final de ano histórico e praticamente sem problemas de desabastecimento. Qual a avaliação que você faz do trabalho realizado ao longo do último ano?

Reginalva Mureb: Não temos medido esforços para atender a população de Penha da melhor maneira possível. Com o contrato judicializado pelo poder concedente, buscamos no acionista da concessionária apoio e encontramos um posicionamento arrojado de investir em uma alternativa que atendesse os anseios da população, empreendedores e turistas. Já havíamos entregue para a população o reservatório do Mariscal, com capacidade para 2 milhões de litros de água em dezembro de 2019. Para implantar o sistema com captação de água em Luiz Alves, demandávamos que o poder público cumprisse com a sua parte no contrato de concessão. Então, a solução foi  buscar outra alternativa: uma Estação de Tratamento de Água dentro do município e construída em tempo recorde. Nossa avaliação é extremamente positiva. Fomos diligentes, proativos e assertivos. Demonstramos que respeitamos o cidadão penhense e que estamos aqui para trazer mais qualidade de vida.  Mas fomos além: implantamos o Plano Verão com ações e melhorias de sistemas, incluindo limpeza de reservatórios, reforços de redes, manutenções em boosters, correções de adutora e monitoramento 24 horas do abastecimento. O resultado foi uma virada de ano tranquila para a cidade, fruto do trabalho realizado em tempos de pandemia, quando o uso da água pela população residente e de veraneio é fundamental para sua proteção.

Historicamente, Penha sempre sofreu com a falta de água entre o Natal e Réveillon. A ETA Penha é a solução para os problemas de abastecimento no verão?

Reginalva: Exatamente na virada de ano, de 31 de dezembro a 1 de janeiro, entregamos 70% a mais de água, comparativamente ao ano anterior. Trabalhamos neste período com média de 145 litros por segundo contra os 80 litros por segundo do ano anterior. O resultado foi a redução drástica de reclamações, sem solicitação de complemento de abastecimento por caminhões pipas. Nosso sentimento foi de missão cumprida, pois sabemos que a virada de ano é um termômetro importantíssimo. A ETA de Penha demonstrou eficiência para a finalidade proposta. Atendeu as expectativas.

O projeto da Águas de Penha é captar água em Luiz Alves para resolver, definitivamente, o problema de precariedade no abastecimento da cidade. Qual a previsão da obra ser iniciada?

Reginalva: Esse projeto demanda do município cumprir a parte dele no contrato de concessão. E o município judicializou o contrato. Então, essa é uma resposta que, sob nosso entendimento, cabe ao município.

O que a população de Penha pode esperar da concessionária para os próximos anos?

Reginalva: Trabalho árduo para atender as expectativas do penhense quanto ao serviço contratado. Estamos nos empenhando em realizar melhorias contínuas no atendimento ao nosso cliente e ele irá perceber a evolução dos serviços. Temos nos comunicado com as lideranças e representantes de bairros por plataformas digitais mensalmente e mostrado os resultado deste esforço. Estamos praticando uma escuta cuidadosa e nos colocando à disposição do morador para adaptar os nossos serviços de modo que fique satisfeito.

Outra preocupação da cidade é com a implantação do sistema de tratamento de esgoto.  Quando Penha será beneficiada com a implantação do projeto?

Reginalva: O contrato de concessão prevê que o município deverá ceder à Águas de Penha as áreas para implantação da Estação de Tratamento de Esgotos e das elevatórias que irão compor os sistemas de esgotamento sanitário. De praxe, os municípios identificam áreas públicas e cedem para implantar os equipamentos, que retornam ao final da concessão ao município sem necessidade de desapropriações. A concessionária aguarda a cessão dessas áreas para iniciar seu trabalho.

Em 2019, a Águas de Penha construiu um reservatório no Mariscal com capacidade de 2 milhões de litros. Qual a importância deste reservatório para a regularidade do abastecimento durante a temporada?

Reginalva: O reservatório do Mariscal trouxe mais segurança para o sistema. Ele funciona para reservacão  e, também, como suporte para manutenção das pressões, principalmente na pontas de redes, que costumam ser pontos críticos para se alcançar o abastecimento adequado. Serve como reforço para aumentar as pressões para as regiões mais distantes da entrada de água principal. Sem ele, com certeza dificilmente atingiríamos a eficiência do abastecimento que alcançamos.

Foto e fonte: Buriti Jornalistas

 

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Sobre Vilmar Carneiro

Vilmar Carneiro
Formado em Jornalismo pela Univali - Universidade do Vale de Itajaí. Passagens profissionais por: Rede de Comunicação Eldorado (RCE/TV- Itajaí), Jornal de Santa Catarina (Agencia RBS/Notícias), Jornal A Notícia, Diário do Litoral (Diarinho) e diretor de jornalismo da extinta Rádio Aquarela FM.

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