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Grupo de cerca de 30 botos é avistado na praia do Quilombo em Penha

Os botos estavam próximo da praia em busca de alimentos. O registro foi feito pelo pescador João Plácido Vieira Júnior, mais conhecido como João Perereca.

23/07/2024 às 11h50 Atualizada em 23/07/2024 às 12h04
Por: Carneiro News Fonte: Da Redação
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Foto/João Plácido Vieira
Foto/João Plácido Vieira

23.07 – Uma cena linda foi registrada no início da manhã de hoje na praia do Quilombo, em Penha. O pescador João Plácido Vieira Júnior, mais conhecido como João Perereca, flagrou um grupo de cerca de 30 botos nas proximidades da área de arrebentação da praia famosa pela prática do surfe.

Segundo o pescador, nesta época do ano do ano (inverno) é normal o avistamento de grupos de botos no litoral norte catarinense. “Eles vêm em busca de alimentos. Com o mar manso os cardumes de peixes migratórios chegam próximo da costa. Por esta razão os botos vêm caçar suas presas, que vão desde tainha, paratis, tainhotas, anchovas...”, afirma Perereca.

Não foi confirmado por especialistas, mas é provável que os animais vistos na praia do Quilombo possam ser da espécie botos-cinza (Sotalia guianensis), que está ameaçada de extinção em Santa Catarina, sendo classificada como vulnerável pelo Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Sociáveis

Segundo pesquisadores esses grupos são formados por animais adultos, machos, fêmeas e filhotes. O tamanho chega a 1,70 metros e pode pesar até 40 quilos. Os botos tem o hábito de viver em grupos e são muito sociáveis. Como todos os cetáceos, têm de respirar periodicamente e podem permanecer submersos por longos períodos.

Possuem um biossonar que lhes permite localizar objetos e se orientar, utilizando o som e o eco. Geralmente, seus dentes são todos iguais e existe apenas uma dentição. As fêmeas dão à luz a apenas um filhote após um ano de gestação.

Os golfinhos são ótimos nadadores, atingindo velocidades de até 60 km/h e saltam até 5 m acima da água. Podem viver até 80 anos. Utilizam a técnica de pesca em grupo, que facilita o cerco dos peixes.

Sua principal ameaça são as redes de pesca onde, por acidente, acabam ficando presos e morrendo afogados. Desde 1986, é proibido pesca, caça, perseguição ou captura de cetáceos nas águas brasileiras.

Há registros de grandes grupos de botos nas águas costeiras da América do Sul e Central, desde Santa Catarina até Honduras.

 
 
 
 
 
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