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Justiça Condenação

Ex-deputado João Pizzolatti é condenado à prisão por tentativa de homicídio em grave acidente em Blumenau

Júri popular ocorreu nesta quarta-feira (28) no Fórum da maior cidade do Vale do Itajaí. Como o júri foi em primeira instância, cabe recurso. A defesa de Pizzolatti, porém, não quis se manifestar

28/08/2024 às 20h35 Atualizada em 28/08/2024 às 20h39
Por: Carneiro News Fonte: NSC
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Político chegou acompanhado da esposa e advogados (Foto: Felipe Sales, NSC TV)
Político chegou acompanhado da esposa e advogados (Foto: Felipe Sales, NSC TV)

28.08 - O ex-deputado federal João Pizzolatti foi condenado a pouco mais de cinco anos de prisão em regime inicial semiaberto por ter causado o acidente na Rodovia Werner Duwe, em Blumenau, que deixou Paulo Santos, de 30 anos, gravemente ferido. A decisão foi anunciada pela juíza Cibelle Beltrame ao final do júri popular feito nesta quarta-feira (28). A sessão começou às 9h e terminou no início da noite.

O julgamento ocorreu quase sete anos após a colisão frontal. Conforme a decisão, Pizzolatti terá de cumprir 4 anos e oito meses de reclusão por tentativa de homicídio qualificado e a 6 meses por embriaguez ao volante. Ele também perdeu o direito de dirigir por dois meses e terá de pagar reparação de danos a Paulo de R$ 1,7 milhão.

Como o júri foi em primeira instância, cabe recurso. A defesa de Pizzolatti, porém, não quis se manifestar ao ser abordada pela equipe da NSC TV na saída do julgamento. A assistente de acusação, advogada Maria Haas, considerou o resultado satisfatório.

 

“A gente já esperava esse resultado. Paulo não queria vingança, queria que ele fosse responsabilizado”, disse.

O Ministério Público defendeu que mesmo depois da ingestão de bebida alcoólica, Pizzolatti conduziu o veículo dele e percorreu a rodovia em zigue-zague e alta velocidade até invadir a contramão e bater contra o carro da vítima.

Vítima e réu ficaram frente a frente pela primeira vez e chegaram a se cumprimentar. Paulo esperou o início das oitivas em uma sala reservada e abriu os depoimentos. Ele contou sobre o dia do acidente, as sequelas, a lenta recuperação e o fato de ter tido de processar o político para receber ajuda financeira.

O impacto da colisão frontal fez o automóvel de Paulo capotar e pegar fogo. Preso às ferragens, foi salvo com fraturas graves e queimaduras de 1º e 3º grau na barriga, mão e pernas.

Relembre a história

No dia do acidente, em dezembro de 2017, populares fizeram um vídeo de Pizzolatti logo após a colisão. Apoiado em uma cerca, o ex-deputado apresentava sinais de embriaguez, narraram as testemunhas. Ele tinha um hematoma e, segundo os bombeiros, estava confuso e pronunciava palavras desconexas.

Pizzolatti foi levado pelos bombeiros ao Hospital Santa Isabel e chegou a iniciar os procedimentos no pronto-socorro, mas recusou o atendimento antes de passar por um médico e saiu do hospital. A informação foi confirmada pela unidade de saúde e não se sabe para onde ele foi levado na sequência. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) não acompanhou a ambulância. O ex-deputado não passou por nenhum teste de embriaguez.

Ele teve a prisão decretada em 2019 depois de ser flagrado dirigindo um automóvel em Rio dos Cedros, algo que estava proibido de fazer por medidas cautelares. Na decisão, o magistrado confirmou o argumento do Ministério Público de que a prisão do ex-parlamentar teria como objetivo a garantia da ordem pública.

Ele então foi preso pela Polícia Civil ao ser encontrado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em São José, na Grande Florianópolis. À época, chegou a dividir cela com Evanio Prestini, do caso Jaguar. Cinco meses depois, foi solto por uma decisão do STJ. Medidas cautelares foram determinadas, como apresentação à Justiça a cada dois meses, proibição de mudança de domicílio sem prévia autorização judicial e internação em clínica de tratamento psiquiátrico e alcoólico.

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