
04.07 - A Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Barra Velha) realizou nesta quinta-feira (3) uma operação na Barra do Itapocú com o objetivo de coibir a pesca ilegal, que ameaça a reprodução de peixes sazonais como a tainha e prejudica diretamente os pescadores artesanais.
Durante a ação, que contou com o uso de embarcação e monitoramento aéreo por drone, foram apreendidas seis redes de grande porte, geralmente utilizadas para capturar cardumes inteiros. Também foram registradas vídeos em alta resolução, que agora serão analisados pela Polícia Militar Ambiental, responsável pelo prosseguimento das investigações.
Esse tipo de operação é realizado periodicamente ao longo do ano, mas foi intensificado neste período em razão da temporada da tainha e também por solicitação da Câmara Legislativa de Barra Velha.
Segundo o presidente da Fundema, Kaiann Barentin, o reforço na fiscalização foi definido após uma reunião com o presidente da Câmara, vereador Diego Moraes, que levou à autarquia as preocupações dos pescadores que atuam dentro da legalidade.
“O presidente Diego nos convocou para uma reunião e fomos, junto com o Corpo de Bombeiros Militar de Barra Velha e a Polícia Militar Ambiental, para ouvir as demandas daqueles pescadores que cumprem a lei, pois até estes sofrem com os criminosos que atuam de forma ilegal. Diante deste chamado, intensificamos nossa atuação, com uma parceria muito boa com estas instituições”, destaca Kaiann Barentin.
Barentin também ressaltou o trabalho em conjunto com o Major Ruy Florêncio Teixeira Junior, comandante da 2ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental de Joinville, parceiro estratégico da Fundema nas operações de fiscalização. Segundo o major, as imagens obtidas pelos drones serão cruciais para identificar os infratores, permitindo a lavratura de autuações e o envio dos casos ao Ministério Público, para possível responsabilização criminal.
De acordo com o oceanógrafo da Fundema, Marcos Gandor Porto Lima, as operações têm três objetivos principais: proteger o estoque pesqueiro e garantir a sustentabilidade da espécie; coibir a pesca irregular e predatória; e assegurar que a pesca artesanal — atividade tradicional e sustento de inúmeras famílias da região — não seja impactada pelas irregularidades.
A Fundema informa que novas ações como esta estão previstas até o fim da temporada da tainha, reforçando o compromisso da instituição com o meio ambiente, a justiça social e a valorização da pesca tradicional.
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