Sexta, 25 de Setembro de 2026
19°

Tempo limpo

Penha, SC

Policial Operação Mímesis

Megaoperação contra golpe do falso leilão prende homem com pedras preciosas em Joinville e Balneário Barra do Sul

Quadrilha atuava em vários estados; um homem foi preso em Joinville e outro mandado foi cumprido em Balneário Barra do Sul. Também foram apreendidas 36 pedras preciosas.

22/10/2025 às 12h37
Por: Carneiro News
Compartilhe:
Foto/Divulgação/Polícia Civil
Foto/Divulgação/Polícia Civil

Nesta quarta-feira (22), um homem foi preso em Joinville, durante uma megaoperação da Polícia Civil contra uma quadrilha que praticava falsos leilões pela internet em todo o país. Junto com ele, foram apreendidas 36 pedras preciosas. Outro mandado foi cumprido em Balneário Barra do Sul.

A quadrilha criava páginas falsas imitando sites de leiloeiros conhecidos para atrair as vítimas. O grupo impulsionava os perfis massivamente com anúncios nas redes sociais envolvendo ao menos sete empresas de fachada, que movimentavam cerca de R$ 6,5 milhões.

A Operação Mímesis deflagrada pela DPRCPE/DERCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos) cumpriu 8 mandados de prisão preventiva, 30 de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Amazonas e Pará.

Além disso, foram expedidas 12 medidas cautelares diversas da prisão, 32 bloqueios de valores em contas, e 4 veículos foram apreendidos, um deles de luxo. A operação contou com o apoio das equipes da Polícia Civil de cada estado. Foram presas cinco pessoas em São Paulo, duas em Goiás, e uma Santa Catarina.

Vítimas arrematavam carros e outros bens e não recebiam

A investigação teve início a partir de diversas ocorrências policiais registradas por vítimas que, após arrematarem veículos e outros bens em supostos sites de leilões, efetuavam pagamentos via PIX para contas controladas pelos criminosos e nunca recebiam os bens.

Somente no Rio Grande do Sul, entre janeiro e agosto de 2025, foram identificadas 48 ocorrências relacionadas ao mesmo grupo, com prejuízos que superam R$ 700 mil.

Para ocultar a origem dos valores, a quadrilha utilizava uma complexa rede de contas em nome de “laranjas” e empresas de fachada, e empregava sofisticadas ferramentas para ter anonimato digital.

A associação criminosa era capitaneada por um homem de 32 anos, localizado em SP e apontado como o principal articulador e administrador do esquema, responsável por criar os sites fraudulentos e gerenciar o fluxo financeiro.

Ele contava diretamente com o apoio da companheira, de 29 anos, que era uma das principais centralizadoras financeiras, cuja conta movimentou quase R$ 2,3 milhões em cinco meses, valor usado para custear um padrão de vida de luxo incompatível com a renda declarada.

Os investigados comandavam uma rede de pelo menos outras sete empresas de fachada, que movimentaram cerca de R$ 6,5 milhões.

Operação integrada

Participam da ação operacional cerca de 150 policiais civis do Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Amazonas e Pará. Até o momento, foram apreendidos veículos, dispositivos eletrônicos (celulares, notebooks), documentos e outros itens que auxiliarão no aprofundamento das investigações.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.