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Geral Novo prazo

Pescadores ganham novo prazo para rastreamento de embarcações de arrasto

Prazo foi recebido com alívio, mas categoria cobra subsídio para rastreador público. Em Penha, mais de 600 famílias sobrevivem da pesca, segundo secretário João Plácido Vieira Jr, o Perereca.

21/01/2026 às 10h35
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto/Diarinho
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Foto/Divulgação/PMP
Foto/Divulgação/PMP

Embarcações destinadas à pesca de camarão do litoral catarinense terão entre um e dois anos de prazo para garantir a instalação de rastreadores por satélite – uma exigência do governo Federal, disposta em nova portaria destinada aos pescadores, e que agrega opiniões contrárias e favoráveis da categoria.

O prazo definido em lei, segundo informa a prefeitura de Penha, é de 28 de janeiro de 2027 para as embarcações de arrasto motorizado com a chamada “arqueação bruta (AB) igual ou superior a 10.

Já os barcos de arrasto com arqueação menor que 10 terão prazo estendido até 28 de janeiro de 2029 para se adequar à exigência.

A mudança foi definida na semana passada, pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, dentro do programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS), e chamou a atenção de setores pesqueiros de cidades como Penha, Balneário Piçarras e Navegantes, entre outras.

Segundo aponta o secretário de Agricultura e Pesca de Penha, João Plácido Vieira Júnior, a prefeitura está atenta às datas e à disposição para orientar os pescadores. “Sabemos da importância da pesca para Penha e do papel que ela tem na vida de mais de 600 famílias”, destacou.

A medida, entretanto, divide opiniões. Muitos pescadores e associações da pesca artesanal e de camarão consideraram a prorrogação uma vitória parcial, pois os prazos anteriores eram vistos como muito curtos e difíceis de cumprir, sobretudo pela dificuldade em comprar, instalar e manter o equipamento em pequenas embarcações.

“Os governos em geral mais atrapalham que ajudam. E da forma como impuseram esse rastreio no barco, iam massacrar ainda mais o pescador”, disse ao DIARINHO o pescador R. I., de Navegantes.

Segundo ele, a pesca artesanal se uniu para manifestar preocupação devido ao custo e à complexidade técnica dos rastreadores – e agora, a extensão dos prazos ajuda a dar tempo maior de adaptação às reais condições da frota artesanal.

Rastreador público

Se por um lado os novos prazos representaram um alívio aos pescadores, por outro, a categoria defende que o governo subsidie esse rastreamento, devido aos custos que ele representa. Quem opina nesse sentido é a pescadora e vereadora de Balneário Piçarras, Adriana Linhares, a Drica (PSDB), que concorda com prazos maiores, porém, defende o apoio ao setor.

“A tendência é que essa portaria seja revogada, por conta do custo benefício para o pescador”, apontou ao DIARINHO. “O governo deveria desenvolver um aplicativo público para liberar ao nosso pescador artesanal, e não impor o rastreador atual, que custa em média R$ 5 mil e mais 350 a 400 reais de manutenção ao mês”, reforça.

Drica, em dezembro, participou de reunião sobre o assunto, junto da deputada federal Geovania de Sá (PSD), que representa a categoria em nível estadual. João Plácido também esteve nesse encontro.

Adriana lembra que em Balneário Piçarras, são 42 pescadores de camarão que dependem 100% da pesca de arrasto. “Eles vão ao mar, e passam pela área de preservação até chegar no pesqueiro, porque esse é o roteiro dele. Aí o rastreador vai dar que ele está na área proibida?”, questiona. “Isso tudo tem que ser discutido”, finaliza.

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