
O ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), foi internado após pedir afastamento de suas funções nesta quinta-feira (5), alegando motivos de saúde, segundo informações da VEJA.
A licença médica do magistrado foi solicitada um dia depois de o tribunal instaurar um procedimento interno para investigar uma acusação de importunação sexual envolvendo uma jovem de 18 anos. Até o momento, não houve divulgação sobre qual seria o problema de saúde, ne prazo de alta. A decisão de Buzzi de se afastar das próximas sessões do STJ coincide com o avanço das apurações administrativas e criminais sobre o caso.
Ontem (4), a corte superior abriu uma sindicância oficial para verificar a conduta do ministro diante da denúncia registrada em boletim de ocorrência.
Além da esfera interna do tribunal, o episódio também está sob análise do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que avalia possíveis infrações disciplinares. Paralelamente à apuração administrativa, o caso tramita na esfera penal no STF (Supremo Tribunal Federal).
Por possuir foro privilegiado em função do cargo, Marco Buzzi será investigado sob a relatoria do ministro Nunes Marques. O inquérito busca esclarecer os fatos narrados pela suposta vítima e determinar se houve a prática do crime de importunação sexual.
Segundo o relato formalizado às autoridades, o episódio teria acontecido em janeiro de 2026, durante o período de férias do ministro em Balneário Camboriú. A denunciante é filha de um casal de amigos de Buzzi e estava hospedada com a família e o magistrado na ocasião. A jovem relata que o ministro teria tentado agarrá-la à força durante um banho de mar.
Defesa nega acusações contra Marco Buzzi
A defesa da vítima classifica o ocorrido como um “gravíssimo ato” e afirma que o foco atual é a preservação da integridade emocional da jovem e de seus familiares enquanto as autoridades conduzem as investigações .
O ministro Marco Buzzi manifestou-se por meio de nota oficial, na qual repudia as imputações. O magistrado afirmou ter sido surpreendido com a divulgação do caso pela imprensa e classificou as denúncias como “insinuações” que não condizem com a realidade dos fatos.
O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem, declarou que aguarda o desfecho das apurações com rigor por parte dos órgãos competentes. A defesa da suposta vítima reiterou a gravidade da denúncia e a necessidade de proteção à família envolvida no episódio.
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