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Mais uma mulher procura delegacias pedindo socorro de Barra Velha região

Drama lembra o caso de Daiana Simão Corrêa, morta a tiros em frente à base da PM, em Balneário Piçarras. Em Itajuba, o ex tentou invadir a casa três vezes no dia 21, ameaçando a mulher e a filha dela.

27/02/2026 às 10h59
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto
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Morte de Daiana gerou protesto por mais segurança às mulheres em Piçarras e Penha (Fotos: Divulgação/Juvan Neto))
Morte de Daiana gerou protesto por mais segurança às mulheres em Piçarras e Penha (Fotos: Divulgação/Juvan Neto))

Uma moradora do bairro Itajuba, em Barra Velha, com medida protetiva contra o ex-companheiro, voltou a ser ameaçada no último fim de semana. Mesmo após denunciá-lo e conseguir que a Polícia Militar o prendesse, ela enfrentou dificuldades no atendimento e acabou deixando a cidade por medo de que o agressor seja solto.

Segundo a amiga Leide L., o homem tentou invadir a casa três vezes no dia 21, ameaçando a mulher e a filha dela. Inicialmente, os policiais informaram que não poderiam prender o homem sem flagrante. Após monitoramento, ele foi detido.

O caso trouxe à memória o feminicídio de Daiana Simão Corrêa, assassinada a tiros pelo ex-marido em 17 de janeiro deste ano, em Balneário Piçarras. Na ocasião, Daiana buscou ajuda, mas acabou morta em frente à base da PM, que estava fechada. O crime gerou protestos na região.

Em Itajuba, a vítima também percorreu unidades policiais atrás de socorro. Primeiro procurou a delegacia de Balneário Piçarras, que estava fechada. Depois foi à base da PM, onde recebeu orientação para registrar o caso na Polícia Civil de Itajaí, que passa por reformas. O atendimento só foi concluído horas depois.

Amigos e familiares cobram estrutura adequada, principalmente nos finais de semana. O medo é que, se o agressor for liberado, a mulher volte a correr risco.

O Centro de Referência da Mulher, ligado ao Coletivo Mulheres do Brasil em Ação (CMBA), de Penha, acompanha o caso, mas não tem sede em Piçarras para acolhimento. A coordenadora Regina Silva afirma que a cidade é a que tem menor estrutura de proteção na região. “Estamos em tratativas com a Justiça, mas ainda não há atendimento fixo em Piçarras”, disse.

O DIARINHO procurou a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

 

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