
OCP chega ao litoral norte
Um reforço à integração regional pela notícia: desde o início desta semana, circula de Barra Velha a Penha a edição impressa diária de um jornal de prestígio e nada menos que 106 anos de existência: O Correio do Povo, de Jaraguá do Sul. Estruturado por meio de uma equipe de entrega, a edição chegará inicialmente para lideranças locais e moradores das comunidades das três cidades, indicados a pedido pelo Setor de Gestão de Assinaturas do OCP, como é conhecido. A edição impressa está a cargo da competente Áurea Joelma Arendharthuck, jornalista consolidada em Jaraguá do Sul.
Preencher lacuna
A chegada do OCP ao litoral, a nosso ver, cumpre três metas importantes: primeiramente, contemplar moradores da região do Vale do Itapocu e Norte Catarinense, oriundos de cidades como Jaraguá do Sul, Massaranduba, Corupá, Schroeder, Guaramirim, entre outras, que hoje residem no litoral norte e que já conheciam a tradição do OCP em sua sede, além de agregar novos leitores; segundo, fortalecer também o portal OCP News, que estende à internet as notícias não só de Jaraguá e região, mas de todas as regiões do Estado, com instantaneidade e compromisso ético ao informar; e, em terceiro plano, suprir a falta de um jornal diário impresso no litoral norte — lacuna aberta anos atrás, diante da extinção dos jornais A Notícia e Notícias do Dia. Seja bem-vindo, OCP.
Preocupação
O comerciante Pablo Rodriguez, do setor gastronômico de Barra Velha, fez apelo em suas redes sociais acerca da questão dos moradores em situação de rua espalhados pela cidade e do impacto que isso tem no turismo, no comércio e entre os moradores em geral. Pediu que não se deixe de levar em conta a humanidade desses cidadãos à margem da sociedade, mas apontou que exemplos de ações de outras cidades catarinenses deveriam ser considerados.
Não comem o mesmo marisco
Não chamem à mesma mesa para dividir um prato de marisco o jornalista Alex Rech, do Penha On Line, e o chefe de gabinete da Câmara de Vereadores de Penha, Fabrício de Liz. Tudo por conta da denúncia feita pelo portal acerca da possível “gazeada” que assessoras de confiança do presidente Luciano de Jesus (PP) teriam dado em um curso parlamentar ocorrido no final do ano passado, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Motoboy
As moças teriam ido às compras em Ciudad del Este enquanto a programação do curso — que custou mais de R$ 19 mil aos cofres públicos — ocorria na Câmara de Foz do Iguaçu. As assessoras negaram o fato, alegando que teriam contratado um motoboy para ir até o outro lado da fronteira comprar peças de vestuário e perfumes.
Se encrespou
Fabrício de Liz se encrespou com a denúncia, taxando-a como fake news. Alex Rech bancou a aposta e manteve a denúncia no ar. Rolou até intimidação do chefe de gabinete em relação ao denunciante, dentro da própria Casa de Leis. Rech garante ter provas, fotos e vídeos mostrando que a “comprinha” realmente aconteceu. E a gente fica pensando cá com nossos botões: esses cursos nunca acontecem em cidades sem potencial turístico, já notaram?
Insatisfeitas
Falando em polêmica, vêm crescendo as insatisfações do Movimento Mulheres que Inspiram, o MOVI, de Barra Velha, com as posturas do secretário de Assistência Social local, José Idemar Trevisani. De acordo com informações extraoficiais, o secretário teria tentado esvaziar, a todo o tempo, o pré-projeto de formação do Conselho de Direitos da Mulher, recentemente aprovado na Câmara de Vereadores — documento sobre o qual as integrantes do MOVI se debruçaram em debates e estudos por mais de um ano e meio.
Desfigurado
Na hora de encaminhar o projeto à avaliação e aprovação legislativa, o MOVI descobriu que o texto estava desfigurado, ou seja, sem os apontamentos indicados por mulheres que diretamente lidam com a realidade da mulher barra-velhense. Como cereja do bolo, na semana da aprovação, Idemar também participou de evento sobre a segurança das mulheres vítimas de violência e não teria convidado as ativistas do MOVI. O motivo disso tudo? Simplesmente, o pano de fundo seria ideológico — o que não caberia em discussões como essa.
Bafão no 15
E a saída do vereador Antônio Cordeiro Filho, o Toninho, do MDB de Penha, acabou em acusações de tudo quanto é lado. Toninho condenou os rumos do partido, taxando os emedebistas de “fofoqueiros” — o que, convenhamos, não é difícil. Difícil era deixar o partido nos oito anos em que o MDB esteve no poder, quando Toninho se beneficiava da legenda e das benesses do então prefeito Aquiles da Costa.
Perda de mandato
Do lado do 15, a executiva soltou dura nota, dizendo que, se o vereador pular fora do barco, pode perder o mandato, que é do partido. Mas sabemos que isso tudo é retórica, e possivelmente Toninho não perderá nada, já que há janelas partidárias que permitem a desfiliação. E isso tudo garantido em lei... até porque as leis, claro, são feitas por eles próprios... os políticos!
Voo solo
Toninho Cordeiro, na verdade, sabe que o MDB, no fundo, pouca diferença fazia em sua atuação parlamentar. Toninho segue o velho padrão do político assistencialista, espécie de protetor do povão com exames, transporte, remédios — esse tipo de postura. Elegeu-se primeiro pelo extinto DEM (quando o DEM era poder, por meio de Mário Guaracy e Evandro Eredes, então do PSDB). Depois, migrou para o MDB. Hoje, Toninho alega que sua família é tradicionalmente emedebista. Mas o fato é que ele sabe fazer seu voo solo; tem voto e expertise para receber convites de legendas interessadas em seu quinhão.
Associação inútil
Recebi convite para integrar grupo de imprensa a fim de divulgar uma tal “associação de vereadores” aqui da região (assessoria gratuita, claro — esses caras pensam que jornalista vive de vento). Não existe coisa mais inútil — típica agremiação apenas para consumir dinheiro público. Desde quando vereador precisa de “associação”? Já não está o parlamentar “associado” aos demais colegas de sua bancada e de sua legislatura? Já não tem o vereador a estrutura de seu gabinete? Precisa de “entidade” para consumir mais uma fatia do suado dinheiro do povo? Me inclua fora dessa, cara-pálida.
Sensato
O vereador João Forte (PSDB), de Balneário Piçarras, foi sensato. Em vídeo, orientou consumidores e motoristas a evitarem pânico em relação aos combustíveis. Primeiro, lembrou que o cenário envolve tensão internacional (EUA e Israel versus Irã); segundo, que ainda não há risco de colapso no abastecimento no Brasil, desde que se evite o “efeito manada”. Segundo o vereador, o maior problema ocorreria se todos tentarem abastecer ao mesmo tempo.
Política do ódio
Efeitos da polarização: em recente entrevista ao Penha Digital, o suplente de vereador Duda Bueno (PSD), de Penha, lamentou os extremismos e o que chamou de política do ódio. “Chega de política de ódio. O que o povo precisa é de propostas, soluções e trabalho de verdade. Menos revanchismo, menos torcida pela derrota do outro”, comentou. “Hoje, não se celebra a própria vitória, mas a derrota do outro. Não deve ser assim”, pontuou.
Porto das Balsas
Problema recorrente à população do Porto das Balsas, em Navegantes, especialmente na Rua Hercílio Rocha Weber, gerou cobranças da comunidade e atenção do vereador Wancarlos Corsani (UB): a pavimentação da via e a instalação de faixas de pedestres. Wancarlos reuniu-se nesta semana com a superintendência da Navetran para tratar do assunto. O parlamentar defende parceria com o estaleiro Navship para viabilizar a pavimentação, além da construção de calçadas e pintura de muros na região da nova praça. Hoje, infelizmente, o local ainda sofre com acúmulo de lixo e entulho. Wancarlos aposta no apoio do prefeito Liba Fronza (PSD) para solucionar o problema.
⬆️ Sobe
Maria Juraci Alexandrino. A ex-vice-prefeita de Penha (MDB) livrou-se de acusações de improbidade durante sua gestão à frente da Educação local. Particularmente, eu não tinha dúvidas quanto a isso. Juraci é liderança forte e correta.
⬇️ Desce
José Idemar Trevisani. O secretário de Assistência Social de Barra Velha precisa entender que o perfil de mulheres submissas ou omissas acabou — e reconhecer quem realmente quer colaborar para um bom trabalho.
Do editor: O conteúdo assinado (colunas/artigos) reflete o pensamento do autor, não necessariamente a visão do portal que o publica.
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