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Policial Corpo na mala

Corpo de homem dentro de uma mala é achado perto de pousada onde corretora esquartejada vivia em Floripa

Alberto Pereira de Araújo foi encontrado morto em uma mala na praia do Santinho, em Florianópolis, perto da pousada onde morava Luciani Estivalet. Polícia investiga possível ligação entre os casos.

21/03/2026 às 12h57
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

O corpo de Alberto Pereira Araújo, de 29 anos, encontrado em uma mala na praia do Santinho, em Florianópolis, estava perto da pousada onde ele e Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, corretora esquartejada, moravam. A informação foi confirmada pela Polícia Civil ontem (20).

Segundo o delegado Alex Bonfim, responsável pela Delegacia de Homicídios, a mala estava “relativamente próxima da pousada” e “há semelhanças entre a execução dos dois crimes”.

Alberto era natural de Laranjal Paulista (SP), mesma cidade na qual o homem suspeito de matar e esquartejar Luciani cometeu um latrocínio, pelo qual estava foragido desde 2022.

As mortes de Luciani e Alberto apresentam semelhanças relevantes e levantam a hipótese de que possam ter sido cometidas pela mesma pessoa. Em ambos os casos, os corpos foram esquartejados de forma parecida e foram abandonados em bairros próximos, Santinho e Ingleses, no Norte da Ilha, em Florianópolis.

O principal suspeito, Matheus Silveira Leite, de 27 anos, morava na mesma pousada de Alberto e Luciani. O ND Mais apurou que Matheus produzia conteúdo “redpill” para as redes sociais, sob um nome fantasia, meses antes de cometer o primeiro latrocínio do qual é acusado, há quatro anos.

O corpo esquartejado em uma mala na praia do Santinho, no Norte da Ilha, havia sido encontrado em 28 de dezembro de 2025. A identificação, porém, ocorreu apenas três meses depois, na última quarta-feira (18).

A confirmação de sua identidade veio através de um processo longo: depois de receber uma foto de que Alberto seria a possível vítima, a PCI-SC (Polícia Científica de Santa Catarina) realizou uma análise pericial sob a estrutura óssea facial do cadáver e identificou-o como sendo Alberto Pereira de Araújo.

Entenda o caso da corretora esquartejada

Luciani era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em uma pousada na região norte de Florianópolis, no bairro Santinho, onde trabalhava como corretora de imóveis. Ela foi vista pela última vez em 5 de março de 2026, quando teria desaparecido de seu apartamento.

Nos dias seguintes ao desaparecimento, familiares começaram a desconfiar de que algo havia ocorrido. Isso porque receberam mensagens enviadas do celular da corretora com erros de português, considerado incomum pela família, o que levantou a suspeita de que outra pessoa estivesse se passando por ela.

Diante disso, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento na segunda-feira (9). Ainda no dia 9 de março, moradores da cidade de Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros da capital catarinense, avistaram partes de um corpo em um córrego na zona rural do município. A Polícia Militar foi acionada em 11 de março, quando o corpo foi retirado do local e encaminhado para perícia.

Enquanto isso, as investigações avançavam em Florianópolis. A polícia descobriu que, após o desaparecimento de Luciani, compras online estavam sendo realizadas com os dados e cartões da vítima. A retirada das mercadorias foi feita por um adolescente de 14 anos que morava no mesmo residencial que a corretora.

Parte dos pertences de Luciani, como notebook e outros objetos, foi encontrada escondida em um apartamento desocupado do condomínio, que pertencia à mulher de 47 anos.

Com isso, três pessoas foram presas: uma mulher de 47 anos, inicialmente por receptação de bens da vítima, além do homem de 27 anos e da companheira dele, de 30 anos, que foram localizados e detidos em 12 de março, na cidade de Gravataí (RS), após deixarem Santa Catarina. Eles eram vizinhos da corretora esquartejada.

O homem de 27 anos usava um nome falso e estava foragido da Justiça de São Paulo, suspeito de participação em um latrocínio ocorrido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista.

Segundo a investigação, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, possivelmente dentro do próprio apartamento onde morava. O corpo teria permanecido no local até a madrugada de 7 de março, quando foi retirado e posteriormente esquartejado antes de ser descartado na área rural de Major Gercino.

Até o momento, a Polícia Civil continua investigando a dinâmica exata do crime, onde ocorreu o homicídio, como o corpo foi transportado e qual foi a participação de cada suspeito.

 

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