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Política Deu ruim

Denúncia das “rachadinhas” derruba Luciano de Jesus e Cia.

A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira, 27 de março, durante sessão extraordinária conduzida pelo vice-presidente Diego Matiello (MDB), que assumiu interinamente o Legislativo. Chefe de gabinete acusado de participar do esquema foi exonerado.

27/03/2026 às 21h26 Atualizada em 27/03/2026 às 23h09
Por: Carneiro News Fonte: Juvan de Souza Neto
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Diego Mattielo (MDB) assumiu a presidência da Casa de Leis/Foto/Vilmar Carneiro
Diego Mattielo (MDB) assumiu a presidência da Casa de Leis/Foto/Vilmar Carneiro

Um fato inédito marca a política de Penha: pela primeira vez, um presidente da Câmara de Vereadores foi afastado do cargo em meio a acusações de corrupção feitas no âmbito do próprio Legislativo e também já investigadas pela 2ª Promotoria de Justiça. Por decisão unânime de oito dos 12 parlamentares, Luciano de Jesus (PP) deixou o comando da Mesa Diretora por tempo indeterminado. O chefe de gabinete, Fabrício de Liz, também foi exonerado.

A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira, 27 de março, durante sessão extraordinária conduzida pelo vice-presidente Diego Matiello (MDB), que assumiu interinamente o Legislativo.

Na mesma reunião, os vereadores aprovaram a abertura de uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) para apurar suspeitas de “rachadinha” — suposto repasse irregular de diárias de servidores ao presidente e ao então chefe de gabinete.

Votaram a favor do afastamento e da investigação os vereadores Adriano de Souza (PSDB), Emanoely Rodrigues, a Manu (PP), Luiz Fernando Vailatti (UB), Elinho Quintino (PRD), Maurício “Lito” da Costa (MDB) e Serginho Vieira (PSD). O autor da denúncia, Maurício Brockveld (MDB), e o presidente em exercício não votaram. Os demais parlamentares Professor Zaca (PL), Cristiano Souza (PL), Toninho Cordeiro (MDB), Marcelo “Chapolin” Pereira (PL) e o próprio Luciano  estavam em viagem oficial a Brasília.

O sorteio da CPP determinou a composição de Maurício “Lito” (presidente), Luiz Vailatti, o Ferrão (relator), e Elinho Quintino (membro). Ao final da sessão, Matiello anunciou duas medidas imediatas: a exoneração do chefe de gabinete e a restrição na concessão e pagamento de diárias, em especial a servidores comissionados.

Adriano Tibeco destacou ao CARNEIRO NEWS que não havia outra postura interna em defesa da imagem do Legislativo a não ser o afastamento de Luciano, que “deve ter seu direito de defesa ampla respeitado”; já Serginho Vieira observou que a pressão das ruas também foi importante no sentido de dar transparência à Casa de Leis.

Maurício Brockveld, que entrou com a denúncia, disse que decidiu formalizar a acusação após saber do suposto esquema, e evitar com que os demais parlamentares enfrentassem acusações de eventual prevaricação. Brockveld também foi chamado por Matiello para ler a ata da extraordinária e o inteiro teor da denúncia.

CPI das Águas continua

Segundo a denúncia, o esquema estaria em funcionamento há pelo menos um ano, com devoluções em cotas de R$ 1 mil. Somente Fabrício de Liz superou o recebimento de mais de R$ 60 mil entre 2025 e este início de 2026 – valor que acrescido ao pago às três servidoras comissionadas também apontadas no esquema superaria os R$ 160 mil.

Não foi apontado ainda quanto desse valor foi para supostas contas de Fabrício ou Luciano – essas são as respostas que a CPP buscará a partir de agora.

O presidente em exercício, Diego Matiello, pontuou que dará liberdade de trabalho à CPP, em busca da verdade, e manterá também o andamento da “CPI das Águas”, já em andamento, e que investiga o suposto pagamento de propinas a um ex-prefeito local.

 
 
 
 
 
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