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Prefeito de Santa Cecília é alvo de operação que investiga esquema de “rachadinha”

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santa Cecília, Navegantes e Balneário Camboriú. Segundo a investigação, esse mecanismo funcionaria como um “duplo bolso”: um visível, que indicava o pagamento integral, e outro escondido.

31/03/2026 às 09h12
Por: Carneiro News
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O prefeito de Santa Cecília, Carlos Enrique Garcia Langer (Podemos), é investigado pelo Gaeco - Foto/Reprodução Redes Sociais
O prefeito de Santa Cecília, Carlos Enrique Garcia Langer (Podemos), é investigado pelo Gaeco - Foto/Reprodução Redes Sociais

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriu seis mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (31), em uma investigação sobre a suposta prática de “rachadinha” na prefeitura de Santa Cecília, na região do Contestado, em Santa Catarina.

Um dos alvos da operação foi o prefeito Carlos Enrique Garcia Langer (Podemos), segundo informações do colunista da NSC, Ânderson Silva. Os mandados foram cumpridos em Santa Cecília, Navegantes e Balneário Camboriú e foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A investigação, conduzida pela Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), apura a suposta prática dos crimes de associação criminosa, peculato e concussão envolvendo agentes públicos e particulares vinculados à prefeitura.

O NSC Total entrou em contato com o gabinete do prefeito de Santa Cecília para posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Como funcionava a “rachadinha”

Em 2025, após a identificação de um caso de nepotismo, a Promotoria de Justiça de Santa Cecília recomendou a exoneração de uma servidora nomeada para um cargo público no município.

A partir disso, teria sido montado um esquema conhecido como “rachadinha”, em que parte do salário de servidores públicos é repassada a quem indicou ou garantiu o cargo.

Conforme o MPSC, após a exoneração desse parente da autoridade com foro por prerrogativa de função, foi estabelecido um esquema de “rachadinha”, onde o novo nomeado repassaria parte da sua remuneração a um dos investigados, com a anuência do prefeito.

O que acontece agora

Os materiais apreendidos durante a operação serão enviados à Polícia Científica para análise. A partir desse material, o Gaeco pretende aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos. O caso corre em sigilo.

Operação Bolso Duplo

O nome da operação, “Bolso Duplo”, faz referência à ideia de que o salário dos servidores teria dois destinos: um oficial, registrado no contracheque, e outro irregular, que seria repassado de forma oculta dentro do esquema de “rachadinha”.

Segundo a investigação, esse mecanismo funcionaria como um “duplo bolso”: um visível, que indicava o pagamento integral, e outro escondido, por onde parte do dinheiro retornaria a um dos investigados.

Com informações da NSC

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