
O consumo de mexilhões e ostras voltou a ser liberado em Penha após a normalização dos níveis de ácido ocadaico identificados em análises realizadas pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina). A comercialização da produção havia sido suspensa às vésperas do feriado do Dia do Trabalhador e impactou diretamente produtores, restaurantes e o turismo gastronômico da cidade.
Um novo laudo emitido pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, apontou níveis inferiores a 40 µg/kg de ácido ocadaico em amostras de mexilhão coletadas na região de Penha, resultado abaixo do limite permitido pela legislação, de 160 µg/kg.
A produção e venda dos moluscos haviam sido suspensas após exames apontarem concentração de 833,8 µg/kg da toxina, índice mais de cinco vezes superior ao limite permitido, de 160 µg/kg.
A contaminação estava associada à microalga Dinophysis acuminata, encontrada naturalmente no litoral catarinense e que pode se proliferar em condições ambientais específicas, como após a passagem de frentes frias. Por serem organismos filtradores, mexilhões e ostras acumulam a toxina no tecido ao se alimentar.
O ácido ocadaico pode causar intoxicação alimentar aguda, com sintomas como diarreia intensa, náuseas, vômitos e dores abdominais. Estudos também associam a exposição prolongada à toxina a possíveis impactos neurológicos.
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