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Professor entrega bilhete de cunho sexual para aluna em Brusque

Aluna de Brusque contou que educador já teria tido diversas conversas inadequadas com ela. Professor teria entregue um bilhete com conteúdo de cunho sexual para aluna de 17 anos.

17/05/2026 às 10h49
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução Redes Sociais
Foto/Reprodução Redes Sociais

Um professor da rede estadual de ensino é investigado por suspeita de assédio sexual contra uma aluna de 17 anos em Brusque. O caso aconteceu na última sexta-feira (8) e resultou na concessão de medidas protetivas de urgência em favor da adolescente.

O professor, de 43 anos, teria entregue um bilhete com conteúdo de cunho sexual para a estudante dentro da sala de aula. Conforme o relato da mãe da jovem à Polícia Civil, o professor chamou a adolescente até a mesa dele durante a aula e entregou a mensagem.

“Eu queria que vc fosse, porque a feira vai ser em São João Batista. Eu iria passear o dia lá com você e, na volta, poderíamos…”, diz o bilhete.

Depois de ler o conteúdo, a estudante saiu chorando da sala e procurou imediatamente a direção da unidade de ensino. Após procurar a direção da escola, a mãe da jovem foi chamada até a unidade e acompanhou a filha na ida à Polícia Civil. Ainda conforme o registro policial, a adolescente relatou que o comportamento do professor já vinha causando desconforto anteriormente. Ela afirmou que o investigado insistia em conversas particulares e teria feito outras investidas consideradas inadequadas.

A mãe informou à polícia que encontrou a filha em estado de choque, muito abalada emocionalmente e com medo após o ocorrido. Imagens do bilhete e vídeos foram anexados ao boletim de ocorrência. O homem também já teria tido conversas inadequadas com outras alunas.

A Justiça de Santa Catarina também concedeu medidas protetivas de urgência. Na decisão, o juiz responsável determinou que o investigado mantenha distância mínima de 300 metros da adolescente e proibiu qualquer tipo de contato com a vítima, inclusive por mensagens, ligações telefônicas e redes sociais. As medidas têm validade inicial de três meses.

Ao justificar a decisão, o magistrado afirmou que os relatos apresentados e os documentos anexados ao processo indicam “plausibilidade das alegações”, além de apontarem risco à integridade psíquica, moral e à dignidade sexual da adolescente.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e tramita em sigilo judicial. Até o momento, não houve manifestação da defesa do investigado.

*Com informações do programa Tribuna do Povo

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