Domingo, 04 de Outubro de 2026
19°

Tempo nublado

Penha, SC

Policial Operação Regalo

Tiago Baltt é trazido de Brasília para o Complexo Penitenciário Canhanduba em Itajaí

Os agentes do Gaeco fizeram a transferência dele, com o apoio da secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri).Transferência do prefeito de Balneário Piçarras foi concluída na madrugada desta quarta-feira (20).

20/05/2026 às 09h13
Por: Carneiro News
Compartilhe:
Tiago Baltt foi detido em Brasília - Foto/Gaeco
Tiago Baltt foi detido em Brasília - Foto/Gaeco

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), preso na manhã de ontem (19), na operação Regalo, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), já foi levado para uma unidade prisional da Canhanduba. A prisão dele aconteceu em Brasília, onde ele participaria de agendas como a Marcha dos Prefeitos. Ontem, agentes do Gaeco fizeram a transferência dele, com o apoio da Seruji (Secretaria de Justiça e Reintegração Social).

Por volta de 2h, ele chegou ao Complexo Penitenciário Canhanduba, em Itajaí, onde cumprirá a prisão preventiva determinada pela Justiça. A unidade prisional já recebeu outros prefeitos presos em operações recentes deflagradas pelo Gaeco e pela Polícia Civil que tiveram chefes de executivos municipais detidos.

Entenda as investigações

As investigações iniciaram em 2024. Conforme o MPSC, há fortes indícios de que os investigados atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas, envolvendo núcleo empresarial e político-administrativo, mediante pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos vinculados ao município de Balneário Piçarras e em valores variados em relação ao município de São João Batista. No caso de São João Batista, a investigação envolve um ex-prefeito da cidade.

A ação investiga busca aprofundar a coleta de provas relativas a contratos de prestação de serviços de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos da cidade e de São João Batista. Há indícios de atuação de um grupo político com um grupo empresarial.

Em Balneário Piçarras às vantagens indevidas auferidas pelos investigados com o pagamento de propina, suportadas pelos cofres públicos, alcança valores de aproximadamente R$ 485.912,08, diz o Ministério Público.

Na ação desta terça-feira, foi decretado o sequestro dos valores, que conforme apurado foram pagos a com propina. Tal medida considera que esses valores, pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político da organização criminosa, possuem origem espúria e deverão ser restituídos aos cofres públicos.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.