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Golfinho preocupou moradores na praia do Cascalho

Equipe de monitoramento conseguiu conduzir o animal para alto-mar. Golfinho apresentava sinais de apatia e ferimentos perto da nadadeira.

22/05/2026 às 17h39 Atualizada em 22/05/2026 às 17h50
Por: Carneiro News
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Foto/Divulgação/PMPBP
Foto/Divulgação/PMPBP

- Um golfinho vem chamando a atenção de moradores perto da praia do Cascalho, em Penha, desde quarta-feira (20). O animal apareceu em uma área conhecida pelas frequentes aparições de tartarugas-verdes, mas o comportamento dele passou a preocupar moradores e pescadores da região.

Segundo relatos, o golfinho permaneceu por horas perto da costa e não queria deixar o local, aparentando estar doente. A Univali, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), foi acionada na manhã desta quinta-feira para atender à ocorrência.

A equipe veterinária esteve no local e constatou que o animal aparentava estar debilitado. De acordo com a veterinária Tiffany Emmerich, o golfinho apresentava sinais de apatia, embora ainda mantivesse reflexos e orientação adequados, desviando da embarcação quando ela se aproximava.

“O animal tinha alguns ferimentos próximos à nadadeira dorsal. As marcas se parecem com mordidas de tubarão-charuto. Acompanhamos o golfinho por cerca de duas horas e tentamos nos aproximar para fazer uma avaliação mais detalhada, mas não conseguimos”, explicou.

Segundo a equipe, não foram encontrados sinais de emalhe nem petrechos de pesca que pudessem estar prejudicando o animal. Os profissionais usaram uma embarcação para conduzir o golfinho até águas mais profundas, afastando-o da costa. Até o meio da tarde, o animal não tinha sido mais visto, mas o monitoramento da região continua sendo feito por terra.

A equipe também fez vídeos do golfinho perto da praia do Cascalho e durante o deslocamento para alto-mar. A veterinária explicou que, apesar do animal estar debilitado, ele ainda respondia aos estímulos e aos reflexos. “O transporte do animal para a base só é feito em últimos casos, pois é um processo estressante pro animal. As equipes seguem monitorando a costa, com toda a estrutura preparada para uma intervenção caso ele reapareça novamente ou haja necessidade”, finalizou a veterinária.

 
 
 
 
 
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