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Policial Pão e Circo

R$ 58 mil são apreendidos na casa de prefeito de Porto em operação que investiga cartel de eventos

Prefeitura de Porto Belo informou que valor estava declarado no Imposto de Renda. Operação do Gaeco apura supostas fraudes em licitações de shows.

07/07/2026 às 17h18
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução Redes Sociais
Foto/Reprodução Redes Sociais

O prefeito de Porto Belo, Joel Lucinda (MDB), foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação Pão e Circo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), com apoio da Polícia Civil.

De acordo com a nota oficial divulgada pela Prefeitura de Porto Belo, a diligência ocorreu na residência do chefe do Executivo municipal, onde foram recolhidos um telefone celular e uma quantia de R$ 58 mil em dinheiro. A administração informou que o valor está declarado no Imposto de Renda deste ano.

A assessoria do município informou ainda que outros valores encontrados durante a diligência seriam relacionados a familiares, incluindo três cheques antigos do cunhado do prefeito e quantias de um rateio entre parentes para o pagamento de um jantar de aniversário. Segundo a prefeitura, os valores possuem comprovação.

Ainda conforme o município, Joel Lucinda colaborou com os procedimentos realizados pelas equipes de investigação e não sofreu impedimento para continuar exercendo as funções administrativas.

Além da residência do prefeito, equipes estiveram no setor de licitações do Centro Administrativo Municipal para averiguação de documentos. A prefeitura informou que servidores acompanharam e auxiliaram os trabalhos.

A Operação “Pão e Circo” investiga a suspeita de um cartel formado por empresários do setor de eventos, segundo o MPSC. A apuração aponta possível estruturação de um esquema para fraudar licitações, eliminar concorrência, manipular preços e dominar contratações de shows com artistas de renome nacional.

De acordo com o Ministério Público, além das supostas fraudes em processos licitatórios, a investigação apura possíveis pagamentos e recebimentos de propina envolvendo empresários e agentes públicos, além de lavagem de dinheiro para ocultar valores obtidos com as irregularidades.

Foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão

Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, 18 em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário. As medidas foram autorizadas pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), segundo o MPSC, devido ao envolvimento de pessoas com foro por prerrogativa de função.

A investigação resultou ainda na determinação judicial de indisponibilidade de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores, além de medidas cautelares contra investigados, como afastamento de funções, restrições para contratação com o poder público e proibição de contato entre investigados e testemunhas.

Prefeito e município colaboram com autoridades

Em nota, a Prefeitura de Porto Belo afirmou que a operação ocorre no âmbito de uma investigação iniciada em 2019 e reforçou que a administração municipal está colaborando com as autoridades.

O MPSC informou que a investigação tramita sob sigilo. Os materiais apreendidos serão encaminhados para análise pericial e, após a avaliação inicial, as equipes de investigação darão continuidade aos trabalhos.

Veja nota da Prefeitura de Porto Belo

A Prefeitura Municipal de Porto Belo vem a público esclarecer e prestar informações sobre a “Operação Pão e Circo”, deflagrada na manhã desta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em conjunto com a Polícia Federal.

Como parte dos procedimentos da investigação, as equipes do GAECO estiveram no setor de licitações do Centro Administrativo Municipal para a averiguação de documentos, onde foram acompanhados e auxiliados por servidores locais. A equipe de investigação também esteve na residência do prefeito de Porto Belo, Joel Lucinda, para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão para averiguação de documentos. Na residência do Prefeito Joel foi recolhido o telefone celular e uma quantia em dinheiro, no valor de R$58 mil, que está devidamente declarado no imposto de renda deste ano. O chefe do Executivo cooperou integralmente com a ação, facilitando o trabalho das autoridade e não sofreu nenhum impedimento em realizar suas funções administrativas. A Administração Municipal de Porto Belo reitera seu compromisso inabalável com a transparência e a legalidade, reforçando que está prestando todo o apoio necessário para que a operação ocorra com pleno sucesso.

A informação que se tem é de que a referida operação decorre desde o ano de 2019 e visa investigar possíveis esquemas de corrupção e fraudes em licitações envolvendo o setor de eventos e a contratação de artistas nacionais por municipalidades em Santa Catarina. Ao todo, estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios catarinenses, incluindo cidades vizinhas. Neste momento, a equipe jurídica e a gestão municipal estão se inteirando dos detalhes do caso. Assim que novas informações forem obtidas, novos esclarecimentos serão prestados à imprensa e à população.

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