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Governador Jorginho Mello manda cacique “pqp” e ouve: “vai à m..” em José Boiteux

Bate-boca foi durante protesto na Barragem Norte, em José Boiteux, enquanto governador dava entrevista à NDTV. Jorginho Mello e uma cacique trocaram ofensas durante protesto na Barragem Norte, em José Boiteux.

09/07/2026 às 12h45 Atualizada em 09/07/2026 às 12h58
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução Redes Sociais
Foto/Reprodução Redes Sociais

A visita do governador Jorginho Mello (PL) à Barragem Norte, em José Boiteux, na tarde de ontem, terminou em um bate-boca com uma cacique durante um protesto da comunidade indígena.

Os manifestantes cobravam o cumprimento de acordos firmados com o governo do estado. Com cartazes e cantos de protesto, também pediam uma reunião com o governador. No momento da confusão, Jorginho dava uma entrevista à equipe da NDTV, quando os indígenas passaram a gritar e cobrar providências sobre a situação da barragem. "Vai pra puta que pariu...", disse o governador à cacique. Em seguida, completou: "A senhora não quer ir à merda?".

A líder indígena respondeu: "Eu sou cacique, respeita. Eu sou cacique. A terra é indígena. Essa barragem fica dentro da terra indígena!", repetindo a frase.

Na sequência, o governador afirmou: "Eu vim aqui filmar. A senhora quer dar merda? Você quer se eleger?". A cacique rebateu: "Essa barragem fica dentro da terra indígena! Essa barragem fica dentro da terra indígena! Você vai à merda! Você quer se eleger. Por isso está fazendo política em cima do que é da União".

Após a discussão, Jorginho retomou a entrevista, enquanto os indígenas continuaram os cantos de protesto. Um morador da cidade se aproximou do governador e pediu que a comunidade indígena fosse recebida no Centro Administrativo para apresentar as reivindicações. "Vou combinar com o pessoal da Proteção e Defesa Civil para ver se tenho agenda. Está tudo andando aqui. Eu não tenho que inventar moda. Tenho que continuar reformando a barragem, fazendo as casas. Mas vocês também não inventem moda", respondeu Jorginho.

Em nota, a assessoria de Jorginho Mello informou que o governador acompanhava a reforma da Barragem Norte, obra aguardada há mais de 20 anos e considerada estratégica para reduzir os riscos de enchentes no Vale do Itajaí.

Segundo o governo, durante a visita um grupo de indígenas protestou com cartazes e reivindicações que incluem pautas de responsabilidade do governo federal e assuntos que não estariam diretamente ligados ao governo estadual. A nota não menciona a troca de xingamentos.

O texto afirma que a atual gestão foi a primeira, após três décadas, a assumir efetivamente a manutenção da barragem e a avançar no cumprimento de um acordo firmado há cerca de 20 anos entre os governos federal e estadual e as comunidades indígenas.

Pelo acordo judicial original estavam previstas 20 casas. Segundo o governo, o projeto foi ampliado e hoje prevê a construção de 91 casas, duas igrejas e duas casas pastorais, com investimento de R$ 14,6 milhões.

Também estão previstas a implantação e macadamização da estrada entre a Aldeia Bugio e José Boiteux, com 7,5 km de extensão, além da construção de uma ponte, ao custo de R$ 7 milhões; uma escola para a comunidade indígena, com investimento de R$ 6,5 milhões; um museu, campo de futebol e sanitários, ao custo de R$ 5,5 milhões; e R$ 217 mil para os projetos da escola e do museu.

O governo estadual afirma que está investindo cerca de R$ 34 milhões em melhorias na Terra Indígena Ibirama-La Klãnõ, onde fica a Barragem Norte.

Leia a nota na íntegra:

"Nesta quarta-feira, 8 de julho, o governador Jorginho Mello acompanhou de perto a reforma da Barragem de José Boiteux, uma obra aguardada há mais de 20 anos e considerada estratégica para a segurança de milhares de moradores do Vale do Itajaí.

Durante a visita, um grupo de indígenas se aproximou do local em protesto, com cartazes e reivindicações diversas, incluindo pautas de responsabilidade federal e temas que não estão diretamente ligados ao Governo do Estado.

A atual gestão destaca que foi a primeira, depois de três décadas, a assumir efetivamente a manutenção da barragem e a avançar no cumprimento de um acordo firmado há cerca de 20 anos entre Governo Federal, Governo Estadual e comunidades indígenas. Pelo acordo judicial, estavam previstas 20 casas. No entanto, a gestão estadual decidiu ampliar essas melhorias previstas.

Fazem parte das obras acordadas a construção de 91 casas, duas igrejas e duas casas pastorais: R$ 14,6 milhões; implantação e macadamização da estrada que liga a Aldeia Bugio ao município de José Boiteux, com extensão de 7,5 quilômetros e construção de uma ponte: R$ 7 milhões; construção da escola da comunidade indígena: R$ 6,5 milhões; construção de museu, campo de futebol e sanitários: R$ 5,5 milhões; projeto da escola e do museu: R$ 217 mil. Ao todo, o Estado está aplicando cerca de R$ 34 milhões em melhorias estruturais na Terra Indígena Ibirama-La Klãnõ, onde está localizada a Barragem Norte, de José Boiteux, garantindo compensações esperadas desde a década de 90 e que deveriam ter sido executadas pelo Governo Federal, por meio da Funai, mas foram negligenciadas desde então.

Mesmo diante das manifestações, o Governo afirma que vai manter o cronograma da reforma da barragem e das casas, por entender que as obras são essenciais para proteger vidas e reduzir os riscos de enchentes no Vale do Itajaí". 

 
 
 
 
 
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