
Hermanos não viram a bola
Os números da final da Copa 2026 entre a Espanha e Argentina não mentem. Foi um passeio da turma castanhola, com direito a sapateado e uma aula de como esconder a bola numa decisão. Durante os 120 minutos da decisão a Argentina não chutou nenhuma bola a gol. Finalizou duas vezes apenas, mas os chutes foram na arquibancada. Já a Fúria, teve 12 chutes a gol, trocou 763 passes certos e uma posse de bola de 65%. O goleiro espanhol Simón não sujou o uniforme e simplesmente assistiu ao jogo.
Defesa instransponível
Muito além do futebol vistoso, do controle da posse e da qualidade técnica de seus protagonistas, a Espanha construiu o seu segundo título sobre uma defesa praticamente intransponível. Ao longo de toda a campanha, a Fúria sofreu apenas um gol, justamente contra a Bélgica nas quartas de final, e deixou sua meta intacta diante dos adversários em todas as demais partidas. Com pressão coordenada, domínio territorial e enorme segurança na proteção de sua área, a equipe espanhola raramente permitiu que seus rivais criassem chances claras. Da fase de grupos à vitória sobre a Argentina na decisão, a melhor seleção da Copa aliou talento, intensidade e consistência defensiva para conquistar o mundo de maneira incontestável. Só não conseguiu balançar as redes do goleiro Vózinha, de Cabo Verde.
Gol histórico
A Seleção Espanhola chegou ao gol do título em jogada de Pedro Porro pela direita, desvio de Nico Williams e conclusão precisa de Ferran Torres, que entra para o seleto grupo de jogadores que decidiram uma Copa do Mundo. Título mais do que merecido.
Postura antidesportiva
A postura dos jogadores da Argentina durante a premiação da Copa do Mundo, no último domingo, foi motivo de polêmica. Os vice-campeões ficaram de costas para o palco e interagindo com sua torcida no momento em que a campeã Espanha recebia suas medalhas e a taça. A atitude não foi bem vista no país dos campeões mundiais. A crítica esportiva classificou a atitude como "desagradável" e afirmou que os argentinos tiveram "desprezo pelo campeão". Lamentável essa atitude dos Hermanos.
Papagaio de Pirata
Sim, o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu em permanecer no pódio e aparecer na foto oficial com os jogadores da Espanha após a entrega da taça na Copa do Mundo. O momento gerou constrangimento no palco e a Fifa e a Federação Espanhola precisaram cortar o político das imagens oficiais. Após entregar o troféu aos espanhóis, Trump deu um “Migué” e não queria deixar o centro do pódio no instante em que o capitão Rodri levantou a taça. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tentou afastar o mandatário norte-americano, mas ele permaneceu entre os atletas. A postura causou tensão, já que a equipe queria focar a celebração exclusivamente nos jogadores. Esse não foi o primeiro episódio do tipo. O político norte-americano havia protagonizado uma situação parecida em 2025 ao aparecer na foto de campeão do Chelsea no Mundial de Clubes.
Racismo?
Durante a Copa muito se falou de racismo no futebol e o fato da AFA (Associação de Futebol Argentino) não ter convocado jogadores negros foi lembrada exaustivamente pelos críticos. A Seleção argentina conta com jogadores sim com jogadores de diferentes origens, incluindo atletas com ascendência indígena, como é o caso de Exequiel Palacios, e jogadores de pele parda. O debate sobre a composição étnica do elenco e episódios de racismo em torneios esportivos costuma ganhar destaque durante grandes eventos como a Copa do Mundo.
Rolaram insultos e gestos racistas
Torcedores argentinos hostilizaram com insultos e gestos racistas o streamer estadunidense IShowSpeed durante a Copa do Mundo 2026. Os ataques, ocorridos no último dia 3 de julho, fizeram a FIFA abrir uma investigação. No futebol, casos de racismo envolvendo torcidas argentinas costumam vir à tona principalmente durante as partidas da Copa Libertadores, mas não se limitam a elas. Em 2024, jogadores da própria seleção argentina entoaram um canto contra atletas franceses de ascendência africana, em um gesto interpretado como racista em países como o Brasil. Para além das quatro linhas, um caso emblemático marcou o início de 2026. Em Ipanema, no Rio de Janeiro, a turista argentina Agostina Páez foi presa por injúria racial contra um funcionário de um bar carioca.
Pior final de Copas
A final da Copa do Mundo de 2026 virou alvo de críticas duras no Posse de Bola, do Canal UOL, com comentaristas dizendo que o jogo ficou abaixo do que se espera de uma decisão. Na mesa, a avaliação foi de que a partida lembrou finais travadas de outras edições e que a Argentina teve papel central no roteiro pobre. A crítica apareceu logo nas impressões iniciais. José Trajano e Juca Kfouri disseram que 'a culpa é da Argentina', enquanto PVC (Paulo Vinicius Coelho) avaliou que o resultado foi justo porque a Espanha foi melhor o tempo inteiro, embora tenha demorado a decidir por não ter quem transforme posse em gol.
Interferência política
O recado mais preocupante foi o que a Fifa passou para o mundo do futebol ao permitir a interferência política de Donald Trump na Copa do Mundo. Primeiro, as absurdas proibições contra a seleção do Irã, que não podia dormir em território norte-americano. Depois, a retirada do cartão vermelho de Balogun, permitindo que o atacante dos Estados Unidos disputasse as oitavas de final contra a Bélgica mesmo com a expulsão diante da Bósnia. Cartolas da FIFA tremeram na base.
Seleção brasileira uma vergonha
O recado da Copa de 2026 para o Brasil foi claro: estamos ultrapassados e fomos superados. Hoje, não somos mais o País do futebol. Somos uma Seleção sem qualquer conexão com o torcedor e que tem apenas grandes nomes individuais, mas que estão longe de formar um time competitivo.
Saíram de fininho
Apenas o lateral-direito Danilo retornou ao Brasil no voo fretado da CBF após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Os outros 25 jogadores não voltaram na mesma aeronave porque foram dispensados pela comissão técnica logo após a derrota por 2 a 1 contra a Noruega. O fato gerou repercussão internacional e motivou críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou publicamente ser uma "vergonha" o avião da Seleção retornar praticamente vazio.
A pé e descalço
Se o comentarista esportivo e radialista de Floripa, o manezinho Miguel Livramento fosse vivo ele certamente iria dizer de primeira a seguinte frase após a derrota do Brasil para a seleção do pescoçudo Erling Haaland: “Olha aqui ó. Não tinha que ter avião não. Eles tinham que vir embora descalço pelo acostamento da BR-101 e ainda levar uma surra de arame farpado. Esses coisas ruins nem merecem o sanduela de mortadiche que comem. Eita seleçãozinha titica”.
Coisa feia
A derrota da Argentina para a Espanha (1 a 0) na final da Copa do Mundo gerou uma série de brigas entre torcedores argentinos e brasileiros em várias cidades litorâneas de Santa Catarina. Em Canasvieiras (Floripa), um gol da Espanha motivou provocações que evoluíram para tumultos. Um argentino de 33 anos precisou ser socorrido pelo SAMU com suspeita de lesão medular e foi encaminhado ao Hospital Governador Celso Ramos. Em Balneário Camboriú no calçadão da Avenida Central, que concentrava muitos de torcedores, registrou uma briga generalizada antes mesmo do fim da partida. A Guarda Municipal e a Polícia Militar precisaram usar spray de pimenta e balas de borracha para dispersar a multidão e conter o lançamento de garrafas e fogos de artifício. O saldo foi de oito pessoas feridas. É preciso saber perder.
Só pra elite
Os ingressos para a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina bateram recordes de preço. Devido ao sistema de preços dinâmicos da Fifa e revendas, as entradas mais baratas no mercado de revenda começaram em torno de US$ 9.309 (cerca de R$ 47 mil), enquanto assentos VIP chegaram a US$ 49.384 (R$ 252 mil). Na fase de grupos, os ingressos chegaram a uma média de US$ 1.453. Sé elite mesmo. Povão na Copa só em sonho.
Cartão Vermelho
Vai faltar cartão pra essa semana, pois merecem o vermelhaço os brigões de Canasvieiras e Balneário Camboriú; os jogadores argentinos que deram as costas para a Seleção da Espanha no momento da premiação; para os brasileiros medrosos que debandaram e não voltaram pro Brasil; para a FIFA que deixou o Donald Tramp interferir nas decisões de arbitragem. Dos atos racistas durante e Copa.
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