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Megaoperação investiga infiltração de facção na política e intimidação de moradores em SC

Investigação aponta suspeita de intimidação de moradores e atuação de organização criminosa para ampliar influência política em Itapoá Saiba mais em: carneironews.com.br (link na bio ou story) #carneironews #penha #piçarras #barravelha #navegantes #itajai #balneariocamboriu #camboriu #Joinville #Araquari #Blumenau #Itapema #Gaeco #MPSC #Itapoa #investigacao

29/07/2026 às 09h45
Por: Carneiro News
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Foto/Divulgação/Gaeco
Foto/Divulgação/Gaeco

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) deflagrou, nesta quarta-feira (29), a Operação “Catilina” para investigar uma suposta infiltração de uma organização criminosa no meio político de Itapoá, no Litoral Norte catarinense. Segundo o órgão, a investigação apura suspeitas de troca de favores, intimidação e tentativa de fortalecimento do domínio da facção no município.

A operação foi conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do MPSC. Conforme o Ministério Público, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a três investigados.

De acordo com o MPSC, a investigação teve início após informações encaminhadas à 1ª Promotoria de Justiça de Itapoá. A suposta estratégia envolveria apoio a determinados candidatos e ações para ampliar a presença territorial da facção. O MPSC aponta ainda que benefícios e auxílios teriam sido distribuídos em comunidades sob influência do grupo criminoso como forma de obter apoio político.

 

Conforme o órgão, moradores dessas localidades teriam sido alvo de possíveis constrangimentos para manifestar apoio a candidatos específicos. A investigação também apura relatos de intimidações, ameaças e ações contra possíveis opositores.

Ainda segundo o MPSC, os investigados são suspeitos de manter vínculos entre agentes políticos, empreendimentos privados e integrantes da organização criminosa, formando uma estrutura voltada ao fortalecimento dos interesses da facção.

O Ministério Público informou que os materiais recolhidos durante os mandados serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias. As informações obtidas serão analisadas pelo Gaeco para auxiliar na continuidade das investigações, identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

A investigação tramita sob sigilo judicial. Segundo o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas quando houver autorização para tornar os autos públicos.

Nome da operação

Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência a Lúcio Sérgio Catilina, personagem da Roma Antiga associado à chamada “Conjuração de Catilina”, episódio histórico marcado por articulações clandestinas envolvendo disputas pelo poder.

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