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Geral Luto em Penha

Morre aos 85 anos o patrão de pesca e fundador do MDB de Penha João do Genésio

João deixou enlutados, a esposa, sete filhos, sete netos e sete bisnetos. O velório aconteceu na Capela Mortuária do Cemitério Central de Penha e o sepultamento ocorreu às 14h de hoje.

14/08/2026 às 16h04
Por: Carneiro News Fonte: Vilmar Carneiro
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

Penha se despediu no início da tarde de hoje, do comerciante, político e pescador João Rodrigues, de 85 anos, mais conhecido como João do Genésio. Ele faleceu na noite de ontem, em sua residência na praia Alegre, no Centro de Penha.   

João do Genésio, com mais 11 políticos de Penha, fundaram o diretório municipal do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), no final da década de 60, com o aval do então deputado estadual Pedro Ivo Campos. Emedebista raiz, João nunca deixou as fileiras do popular Manda Brasa, como ele mesmo chamava o seu partido político.

João também foi patrão de pesca renomado (mestre de barco pesqueiro). Ele atuou por muitos anos na pesca do camarão e mais tarde deixou profissão para atuar como comerciante administrando uma peixaria na Avenida Nereu Ramos, na Praia Alegre.

Aventura e Pioneirismo de um “simples” João

No início da década de 70, João do Genésio e mais 11 pescadores de Penha e região, trouxeram dos Estados Unidos da América quatro barcos camaroeiros (os CSFs) com tecnologia avançada, que permitia as embarcações trabalhar com duas redes de arrasto, além de sonares, radares e outros equipamentos de ponta para a época.  

Os barcos, importados pela Interpesca (Companhia Internacional de Pesca) vieram dos Estados Unidos para Itajaí. João e os outros aventureiros, mas experientes pescadores e navegadores, partiram do porto de Corpus Christi, localizado na costa sul dos EUA, no Texas e cruzaram nas embarcações de aproximadamente de 15 a 20 metros (de 50 a 80 pés), o perigoso Golfo do México, que é temido por registros de furacões e grandes tempestades.  

Vale lembrar, que a viagem de barcos pesqueiros dos Estados Unidos para Itajaí na década de 1970 levava em média de 25 a 30 dias de mar aberto. O tempo exato dependia do porto de saída, da rota costeira ou oceânica, e da velocidade de cruzeiro das embarcações da época, que variava entre 8 e 10 nós. A distância é cerca 5 mil milhas náuticas. Os barcos camaroeiros da época navegavam devagar, focados em autonomia e economia de combustível.

Eram comuns atracamentos para reabastecimento no Caribe, no caso deles foi em Trindade e Tobago antes de descer o continente sul-americano para Santa Catarina. Uma outra parada tinha que ser feita em um porto do nordeste brasileiro.

Essas embarcações de moderna tecnologia impulsionaram a pesca do camarão em Santa Catarina, tornando umas das principais fontes de economia de Itajaí e região. Os conveses dos CSFs eram disputadíssimos pelos pescadores das décadas de 70 e 80, pois era certeza de grandes pescarias.  

João: foi um dos pioneiros e um patrão de pesca respeitado.     

Velório e sepultamento    

João deixou enlutados, a esposa, sete filhos, sete netos e sete bisnetos. O velório aconteceu na Capela Mortuária do Cemitério Central de Penha e o sepultamento ocorreu às 14h de hoje.

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