
A família do músico e professor de física Antônio Roger, de 35 anos, que morreu na semana passada após uma colisão frontal entre duas motos na rua Porto Alegre, na Praia Alegre, em Penha, falou sobre o acidente e pediu apoio da comunidade.
Segundo a tatuadora Lua Rocha, irmã de Antônio, a família enfrenta momentos difíceis desde a morte do professor. Além da perda do irmão, preocupa o estado de saúde da mãe, Claudete Nagel, de 58 anos, que estava na garupa da moto e ficou gravemente ferida.
Claudete está internada no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Segundo a filha, ela sofreu múltiplas fraturas, incluindo cinco costelas quebradas, além de ferimentos na coluna, perna e mão.
“Minha mãe continua em estado gravíssimo. Apesar de estar estável, permanece na UTI e sofreu várias fraturas. Estamos pedindo muitas orações por ela”, conta Lua.
A situação familiar ficou ainda mais delicada porque o pai de Lua enfrenta problemas de saúde, já sofreu um AVC e tem comorbidades. Com a morte do irmão e a internação da mãe, a tatuadora afirma que tem dividido a rotina entre o hospital em Blumenau, a delegacia e a busca por orientação jurídica.
Segundo Lua, Antônio conduzia a moto com a mãe na garupa e se preparava para entrar na rua onde morava quando houve a colisão com outra motocicleta, conduzida por uma adolescente de 16 anos.
“Meu irmão estava chegando em casa com a minha mãe quando aconteceu o acidente. Acreditamos que as imagens das câmeras vão mostrar exatamente como ocorreu a batida”, afirma. A adolescente teria fugido e a motocicleta teria sido retirada posteriormente, pelo pai da jovem.
Lua relata ainda que, após o acidente, Antônio foi encaminhado em estado gravíssimo ao PA 24h de Penha. A adolescente também teria chegado à unidade de saúde acompanhada da família. No local, segundo a tatuadora, houve uma discussão entre os familiares.
“Ela estava em estado de choque, mas fomos agredidos verbalmente pela família dela. Depois disso, eles saíram do local”, afirma a irmã. A família busca, por meio de advogados, os encaminhamentos jurídicos relacionados ao caso.
“Queremos que tudo seja esclarecido e que as responsabilidades sejam apuradas. Estamos buscando justiça pelo meu irmão e pela minha mãe”, diz Lua.
Além do impacto emocional, a família enfrenta dificuldades financeiras com as despesas após a morte de Antônio e a internação de Claudete. Lua pede ajuda da comunidade para custear medicamentos e outras despesas familiares. Quem quiser colaborar pode fazer uma contribuição pela chave Pix 47 9 9924-7869.
A colisão entre as motos que vitimou fatalmente o professor e músico Antônio Roger foi por volta das 18h do último sábado. Antônio era argentino, mas morava em Penha desde a infância. Deixou esposa e dois filhos pequenos.



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