
Um acidente de trânsito terminou em agressão na rodovia Jorge Lacerda, na saída do bairro Santa Regina, em Itajaí, no início da manhã de terça-feira. Um motorista de 54 anos, que estava levando a esposa ao trabalho em um Renault Megane, se envolveu em uma colisão com uma caminhonete S-10 que cortou a frente dos outros veículos e entrou de forma brusca na rodovia.
Depois da batida, os dois motoristas desceram dos veículos. Segundo a irmã do condutor do Megane, foi nesse momento que começou a agressão. “Após a colisão, meu irmão foi conversar com o motorista para entender o que havia acontecido. Nesse momento, o homem o segurou pelo pescoço e o jogou no chão. Com a agressão, meu irmão teve as roupas rasgadas e os óculos quebrados”, contou.
Câmeras de segurança registraram tanto a colisão quanto a confusão entre os motoristas. A família afirma que o condutor da caminhonete fugiu. “Meu irmão ficou todo machucado. No vídeo dá para ver que ele foi jogado praticamente em cima do asfalto, com os carros passando. Foi horrível”, relatou a irmã.
A vítima registrou o caso na polícia ainda na terça-feira e passou por exame de corpo de delito nesta quarta. Apesar das escoriações, não sofreu ferimentos mais graves. O valor do conserto do carro ainda não foi calculado.
O dono da caminhonete, que tem adesivos “Tribo do Gesso” e “Estilo Bruto”, conversou com o Diarinho na tarde desta quarta-feira e apresentou outra versão sobre a briga. Ele confirmou que fez uma conversão proibida para acessar a rodovia, mas afirmou que reagiu depois de ser agredido pelo outro motorista.
“Eu fiz uma conversão proibida na pista. Quando eu entrei, ele acelerou e ia pegar no meio da minha porta, mas acelerei e ele bateu na lateral de trás”, relatou.
Segundo ele, depois da colisão, a intenção era trocar contatos e registrar o acidente para acionar o seguro. “Ele me puxou pelo braço e deu um soco nas costas. Eu peguei ele pelo braço e joguei pro meio da rodovia”, afirmou.
O motorista da S-10 disse ainda que estava nervoso porque levava o filho para a escola, mas precisou retornar para casa depois que a criança começou a vomitar. Ele informou que já conversou com o filho do motorista do Megane e que pretende acionar o seguro para cobrir os prejuízos. “Já conversei com o filho dele, já está feito o BO. O seguro vai chamar pra fazer o orçamento e providenciar o conserto”, disse.
A reportagem procurou a polícia Militar Rodoviária para confirmar se a ocorrência foi atendida pela corporação e saber se houve registro formal do acidente e da agressão, mas ainda aguarda retorno.



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