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Geral Triste desfecho

Corpo de morador de Navegantes está no IML do Rio de Janeiro

Érico Vieira, 43 anos, paciente do CAPS e ex-servidor do Semasa, desapareceu dia 17 na capital carioca. Diagnosticado com esquizofrenia, Érico era filho do professor Paulo Pipa, já aposentado.

08/10/2026 às 08h23
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

O morador de Navegantes Érico Vieira, de 43 anos, desaparecido desde 17 de setembro, foi encontrado morto no Rio de Janeiro. A família recebeu a confirmação do triste desfecho ao desaparecimento nesta quarta-feira por parte do Instituto Médico Legal (IML) da capital fluminense.

Os familiares ainda não têm detalhes sobre a causa ou as circunstâncias da morte. Érico desapareceu durante uma viagem de passeio a Copacabana. O sonho dele era conhecer a capital do RJ. Parentes viajaram ontem ao Rio para os procedimentos necessários ao traslado do corpo.

Érico viajava com o pai, Paulo Vieira, o Paulo Pipa, de 87 anos, professor de matemática aposentado da rede estadual em Navegantes. Segundo o irmão Leandro Vieira, Érico tinha esquizofrenia desde os 16 anos e recebia acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial de Navegantes (Caps).

Leandro contou ao Diarinho, no mês passado, que o irmão tinha grande vontade de conhecer o Rio de Janeiro. “Meu irmão sofre com a esquizofrenia desde os 16 anos. Ele se trata há muito tempo, mas queria viajar para o Rio, e botou isso na cabeça”, relatou.

Segundo Leandro, Érico se perdeu no hotel durante a viagem. “Meu pai então o levou, primeiro ele se perdeu no hotel, surtou lá dentro. Meu pai foi procurar ajuda e, quando voltou, ele não estava mais”.

A irmã Vivian Vieira, professora em Itajaí, também viajou ao Rio na época do desaparecimento para ajudar nas buscas e acompanhar o pai. Segundo a família, dentro desse hiperfoco, Érico falava em conhecer o bairro de Madureira, na zona norte da capital.

A confirmação da morte foi comunicada à imprensa por uma amiga da família, moradora de Navegantes. Ela pediu apoio ao professor Paulo Pipa e aos irmãos de Érico neste momento. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

Há 18 anos sem internações

Segundo Leandro, Érico estava há 18 anos sem internações e convivia bem apesar do diagnóstico de esquizofrenia. O pai decidiu acompanhá-lo na viagem para atender a um desejo antigo do filho.

“Ele quis atender esse desejo do meu irmão, pessoa muito boa, inteligente, passou no concurso e trabalhou no Semasa de Itajaí, foi agente da dengue, trabalhou nos Correios”, relembrou Leandro.

 

 

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