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No Marieta - Médico acusado de matar pacientes em Itajaí volta a atender e é demitido

No Marieta - Médico acusado de matar pacientes em Itajaí volta a atender e é demitido

24/08/2022 às 10h33 Atualizada em 24/08/2022 às 13h33
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Em maio de 2021, ele foi indiciado pela morte de oito pacientes – Foro/Divulgação
Em maio de 2021, ele foi indiciado pela morte de oito pacientes – Foro/Divulgação

24.08 - O caso do médico Gustavo Deboni, que foi indiciado pela morte de oito pacientes no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, teve novos desdobramentos.

Segundo informações mais recentes, Gustavo havia voltado a atuar no hospital Marieta. Contudo, ele foi desligado do quadro de funcionários da instituição.

De acordo com informações do advogado de Gustavo, a saída do profissional teria ocorrido devido a mudanças na gestão administrativa do hospital. O advogado também confirmou que Gustavo estaria apto à exercer a medicina.

A assessoria do hospital Marieta informou, em nota oficial, que a instituição “está passando por reformulações em seu quadro administrativo, com reestruturação de algumas áreas, sempre buscando otimizar e aprimorar o atendimento à comunidade”.

No início do mês, o hospital ganhou uma nova diretora-geral. Após oito anos do comando da irmã Mercia Lemes, a irmã Simone Santana assumiu o cargo. A mudança foi anuncia no dia 6 de agosto. A troca de gestão ocorre em meio a outras polêmicas, como denúncias de esperas longas por cirurgias e investigação de mortes maternas.

Relembre o caso

O médico Gustavo Deboni foi indiciado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, por abreviar a vida de oito pacientes internados na UTI do hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. O caso aconteceu em maio de 2021. Na época, a Justiça impediu Gustavo Deboni de dar aulas, atuar na gestão de hospitais e exercer a medicina.

A defesa do médico levou o caso ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que, de acordo com a advogada Louise Mattar Assad, “reconheceu a ilegalidade e falta de veracidade das acusações e restituiu ao médico Gustavo o direito de exercer a medicina”.

A informação de que ele seria suspeito de homicídio veio à tona em 28 de agosto de 2020, após o CRM-SC proibir Deboni de exercer a profissão por seis meses.

Ele teria usado um medicamento chamado “pancurônio”, que relaxa a musculatura respiratória de pessoas com pouca oxigenação. A denúncia foi feita pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí, onde Gustavo era professor no curso de Medicina.

Fonte: ND+

 

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