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Bebê morre logo após parto e família acusa hospital de negligência do hospital Nossa Senhora dos Navegantes

Bebê morre logo após parto e família acusa hospital de negligência do hospital Nossa Senhora dos Navegantes

02/09/2022 às 19h13 Atualizada em 02/09/2022 às 22h13
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A família registrou um boletim de ocorrência e a morte deve ser investigada pela Polícia Civil – Foto/Divulgação
A família registrou um boletim de ocorrência e a morte deve ser investigada pela Polícia Civil – Foto/Divulgação

02.09 - A chegada da pequena Aylla Gabrielle, que deveria ser um momento de alegria, foi tomado pela dor e pelo luto. A bebê morreu logo após o parto, na terça-feira (30), no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes.

A mãe da bebê, Nilceia da Silva Batista, foi ao hospital da cidade com muitas dores, no último sábado (27). O prazo para o parto seria, conforme a família, na sexta-feira (26). Quinze dias antes, na última ultrassonografia, a bebê estava bem, conta Guilherme.

No sábado, um exame no hospital mostrou que o coração da pequena já estava mais fraco. A mãe, Nilceia, pediu uma cesárea de emergência, mas, segundo a família, o procedimento foi negado, e os médicos afirmaram que ela deveria esperar até o dia 30, a terça-feira seguinte. “Disseram que teria risco de perder ou a mãe, ou a criança”, conta Guilherme.

Nilceia recebeu alta médica, com orientações de esperar até terça-feira, mas, conta Guilherme, “minha mãe sentiu dor o final de semana todo”. Na terça logo pela manhã, a mãe já estava no hospital. “Ela ficou das 7h às 14h sem atendimento, com dor”, afirma o filho.

A equipe do hospital ainda optou pelo parto normal, mesmo sob pedidos de Nilceia e do marido. No parto, os médicos verificaram que o coração de Aylla já estava mais fraco ainda. “Deu só para cortar o cordão umbilical, mas o coraçãozinho dela parou. Eu acredito que foi muita força que ela fez para nascer”, conta Guilherme.

“Se tivesse feito cesárea, ela poderia ser salva. Tentaram reanimar, reanimar, mas nada resolveu”, lamenta Guilherme. O laudo final dos médicos é de que Aylla morreu por asfixia, enrolada no cordão umbilical. A família considera que a morte trágica foi causada por negligência da equipe.

Aylla seria a sétima filha de Nilcéia. O quartinho da pequena já estava todo pronto, e o berço segue montado, na espera da bebê, que não vai chegar. “Minha mãe está só no sofá desde que chegou do velório”, conta Guilherme.

Denúncia

A família registrou um boletim de ocorrência logo no dia seguinte à morte, que deve ser investigada pela Polícia Civil. Eles também procuraram advogados, e devem entrar com ação contra o hospital.

O que diz a instituição

O hospital se manifestou por meio de nota. Leia na íntegra:

O Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, após ser publicado notícias sobre a gestante N. B. S., em relação ao óbito infantil do último dia (30) a fim de esclarecer à população, informa:

Paciente estava em sua 7° (sétima) gestação, todas anteriores foram realizadas via parto normal. Seu parto foi realizado sem nenhuma intercorrência, todos os parâmetros para a realização de um parto normal foram devidamente observados. Durante o trabalho de parto e o parto o bebê manteve seus batimentos cardíacos de maneira satisfatória, vindo a nascer vivo. Somente após o clampeamento do cordão umbilical o Recém-Nascido teve uma parada cardiorrespiratória. De imediato, a equipe realizou todas as manobras de ressuscitação, porém sem sucesso.

Todos os atendimentos e procedimentos realizados foram reavaliados pela Gerência Médica, não havendo nenhuma Negligência por parte de qualquer profissional que atuou no atendimento ao RN ou a gestante.

A direção do hospital lamenta a perda inestimável e coloca-se à disposição da família para mais esclarecimentos que acharem necessário.

Por: Kassia Salles (ND+ Itajaí)

 

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