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Barra Velha – Ossada da baleia-franca que encalhou na praia do Tabuleiro será exposta no Museu Oceanográfico em Balneário Piçarras

Barra Velha – Ossada da baleia-franca que encalhou na praia do Tabuleiro será exposta no Museu Oceanográfico em Balneário Piçarras

07/10/2022 às 11h53 Atualizada em 07/10/2022 às 14h53
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Foram cerca de 14 horas de trabalho das equipes da Univali para desossar a carcaça do animal – Foto/Divulgação
Foram cerca de 14 horas de trabalho das equipes da Univali para desossar a carcaça do animal – Foto/Divulgação

07.10 - A operação de encalhe de uma baleia-franca na Praia do Tabuleiro, em Barra Velha, foi encerrada na tarde de quarta-feira (5). Foram cerca de 14 horas de trabalho das equipes do PMP-BS/Univali – Unidade Penha e do Museu Oceanográfico (@museuoceanografico). Devido ao estágio avançado de decomposição da carcaça, não foi possível identificar a causa de morte.

A baleia encalhou morta no entardecer de domingo (2). Era uma fêmea adulta, com aproximadamente 16 metros de comprimento total e peso estimado entre 30 e 40 toneladas. A autólise dos órgãos (processo natural de “destruição” das células) impossibilitou a coleta de amostras biológicas para o entendimento conclusivo da causa de morte.

Apesar disso, algumas avaliações macroscópicas apontaram que o animal estava magro e sem conteúdo alimentar no estômago. Os ossos coletados foram encaminhados para o acervo científico do museu, localizado em Balneário Piçarras. Os restos da carcaça foram destinados conforme protocolos ambientais com o auxílio de maquinário.

A ocorrência de baleias-franca nas praias da região do Litoral Centro-Norte é incomum, por mais que a espécie migre anualmente para o litoral brasileiro na época do Inverno. A avistagem é comum nas praias ao Sul do estado, que integram a rota migratória reprodutiva da espécie.

As francas viajam desde as áreas de alimentação nas latitudes mais frias e buscam zonas costeiras de pouca profundidade para acasalamento, parição ou amamentação. Por isso é comum avistar “duplas” de francas, geralmente, mães e filhotes.

Santa Catarina possui uma Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, que abrange desde o Sul da ilha de Santa Catarina até o Balneário Rincão. Para saber mais sobre os trabalhos de proteção da espécie no território catarinense confira as ações do @institutoaustralis.

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