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Balneário Camboriú - PF apreende R$ 150 milhões em patrimônio de traficantes envolvidos com corretores de imóveis

Balneário Camboriú - PF apreende R$ 150 milhões em patrimônio de traficantes envolvidos com corretores de imóveis

11/10/2022 às 10h37 Atualizada em 11/10/2022 às 13h37
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Foram apreendidos carros de luxo, caminhões, sítios, lanchas e outros bens estão sendo sequestrados – Foto/PF
Foram apreendidos carros de luxo, caminhões, sítios, lanchas e outros bens estão sendo sequestrados – Foto/PF

11.10 - A Polícia Federal realiza na manhã desta terça-feira uma operação em Balneário Camboriú e Camboriú para bloquear e apreender patrimônio ligado a traficantes internacionais de drogas que atuavam como corretores de imóveis de fachada na região. Um casal de corretores de imóveis envolvido com a lavagem de dinheiro do tráfico foi preso.

A ação tem apoio da Polícia Militar e já sequestrou caminhões, carrões, lanchas, terrenos, casas e apartamentos que, somados, tem valor de mercado próximo a R$ 150 milhões. Segundo a PF, os bens foram comprados a partir de lavagem de dinheiro do tráfico.

A operação cumpre seis ordens de busca e apreensão nas duas cidades, além de quatro mandados de prisão preventiva - dois contra líderes do tráfico e dois contra um casal de corretores imobiliários acusado de intermediar a maioria das aquisições de imóveis da organização criminosa, além de gerenciar a administração dos bens do tráfico.

Também são cumpridas ordens judiciais de sequestro de uma lancha, oito veículos de luxo, 41 caminhões, 10 imóveis localizados em São Paulo e 19 imóveis em Santa Catarina, todos em Balneário Camboriú e região. Em Camboriú, um sítio foi alvo de sequestro.

Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro e de organização criminosa, com penas que podem chegar a 18 anos de prisão.

O esquema

A ação desta terça-feira é resultado da Operação Alba Vírus, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2019 contra uma quadrilha de tráfico internacional de drogas que enviava cocaína ao exterior pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Navegantes.

Os líderes da organização criminosa, que estão foragidos, teriam estruturado um grupo para esconder o patrimônio e fazer a lavagem de dinheiro do tráfico. Para isso, montaram empresas de transporte de fachada, comprando caminhões e patrimônio no litoral norte de Santa Catarina, e contando com a ajuda dos corretores.

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