
12.10 - Nesta quarta-feira (12), é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida, uma data para lembrar da importância da que é considerada a padroeira do Brasil. Senhora Aparecida, ou simplesmente Maria, é a representação da mãe de Jesus Cristo na igreja católica.
Quem foi Nossa Senhora
Maria é uma jovem judia nascida a mais de 2000 anos na cidade de Nazaré, território pertencente a Israel. Segundo a bíblia, acredita-se que ela tenha ficado grávida por volta dos 15 anos, sendo considerada virgem por não ter tido relações sexuais com homem algum.
Maria então estava prometida a se casar com José, um carpinteiro da cidade que já tinha por volta dos 30 anos. Maria deu a luz a Jesus Cristo, fundador do cristianismo e representado como cordeiro (filho de Deus).
Maria Aparecida é considerada a padroeira do Brasil e um dos maiores símbolos religiosos do país. Sua basílica localizada no interior de São Paulo, recebe diversos devotos a cada ano. Em 30 de Junho de 1980, o então Papa João Paulo II visitou o santuário dando origem a oficialização do feriado.
Por que 12 de outubro é o Dia de Nossa Senhora Aparecida?
A data foi estipulada durante a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ocorrida em 1953. Ela foi escolhida, devido a alguns fatos ocorridos no mês de outubro.
Os pescadores e uma imagem
Foi em 1717 que Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, subiu a cavalo até São Paulo, para tomar posse do governo.
Assim, permaneceu em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, sendo recebido com pompa, inclusive com grandes banquetes com o melhor da culinária local como os saborosos pescados do Rio Paraíba do Sul.
Para isso, a Câmara Municipal convocou os mais experientes pescadores para lançar as redes, pois era necessária boa quantidade de peixes.
Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, entre outros, puseram as mãos no remo. Mas, por mais que se esforçassem, não pescaram nada. Foi quando na rede de João Alves, apareceu primeiramente o corpo da pequena imagem de Nossa Senhora, e depois, sua cabeça. Imediatamente as redes se encheram de tanto peixe que os barcos quase afundaram.
Os ribeirinhos logo atribuíram essa pesca milagrosa à presença da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que, pelo fato de ter aparecido nas águas, ficou conhecida como Aparecida.
O milagre das velas
Felipe Pedroso levou para casa a imagem, diante da qual toda a família começou a rezar, dando início a uma sequência de milagres que continuam até hoje.
O primeiro milagre atribuído à imagem ocorreu numa noite enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”. Duas velas se apagaram acenderam sozinhas. A luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora Aparecida.
Com efeito, o primeiro milagre atribuído à imagem ocorreu numa noite enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”. Duas velas se apagaram acenderam sozinhas.
Certamente, a luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora Aparecida.
As famílias dos três pescadores viviam na região do encontro da imagem e foram os primeiros a prestar culto à Nossa Senhora Aparecida.
Assim, a imagem peregrinou durante bom tempo pelas casas dos pescadores, até se fixar em Itaguaçu, lugar do seu encontro, na residência de Atanásio Pedroso, que construiu-lhe um oratório e um altar de madeira, onde, todos os sábados, grupos de famílias iam rezar o terço.
A capelinha
Os milagres reforçaram enormemente a nova devoção popular, já com a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nesse ínterim, o Padre José Alves Vilela, Pároco de Santo Antônio, de Guaratinguetá, deu apoio para a construção de uma capelinha, situada no Itaguaçu, à beira da estrada.
Certamente era uma localização pois ali passavam constantemente caravanas de viajantes, o que favoreceu rapidamente o crescimento do número de devotos.
Correntes da escravidão se estatelam no chão
No final do século dezoito um escravo fugitivo, que estava sendo conduzido de volta à fazenda, ao passar diante da capela, pediu ao fazendeiro que lhe permitisse subir até à igreja para fazer oração.
Enquanto estava em oração diante da imagem, as correntes se soltaram de seu pescoço e de seus pulsos, caindo por terra. Comovido com o sucedido, o fazendeiro o resgatou, depositando no altar o preço do escravo, e o conduziu para casa como um homem livre”
Romarias
As romarias que se iniciaram no oratório do Porto de Itaguaçu continuaram a partir de 1745, na igreja do Morro dos Coqueiros, que a voz do povo batizou de santuário.
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