
01.11 - Um veículo da Secretaria da Saúde da prefeitura de Balneário Piçarras, que levava pacientes para tratamento de câncer em Florianópolis, foi apedrejado na BR 101, em Biguaçu, na manhã desta terça-feira, por manifestantes que bloqueiam as rodovias por não aceitarem a derrota nas urnas do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a prefeitura, o veículo, adesivado com emblema da Secretaria de Saúde e o brasão da prefeitura, foi apedrejado por manifestantes. Apesar da agressão, não houve feridos.
Atendimentos prejudicados
A Saúde de Balneário Piçarras adiou o mutirão de pediatria marcado para acontecer hoje, das 13h30 às 17h. Os médicos não conseguiram chegar à cidade.
Os atendimentos de fisioterapia, ginecologia, pediatria e odontologia também estão prejudicados porque os profissionais residentes em cidades vizinhas ficaram impedidos de circular na BR 101. Parte dos enfermeiros que atende nos postos de saúde e no Pronto Atendimento (PA) 24 horas também não chegou a Balneário Piçarras.
Já na secretaria de Obras registrou o atraso na chegada de materiais. As obras de drenagem foram suspensas. Segundo o secretário de Obras, Orli Carlos Ferreira Júnior, se a situação não se normalizar até quinta-feira, as demais obras serão paralisadas.
Na Educação, o problema é o atraso na entrega de merenda. Até a tarde desta terça-feira, está pendente de entrega peixe, carne suína e peito de frango. A empresa fornecedora afirmou que não há previsão de entrega. Os hortifrutis que não foram entregues ontem (data normal), mas chegaram nesta terça.
A entrega de cestas básicas na Secretaria de Assistência Social também foi afetada pela paralisação dos caminhoneiros. Segundo o secretário Dorval Vieira de Oliveira, não há previsão da chegada das 50 cestas básicas entregues semanalmente e repassadas às famílias carentes cadastradas no CREAS de Balneário Piçarras.
Segundo Dorval, também não chegaram os galões de água mineral previstos para o abrigo, onde estão morando 11 crianças. A água será reposta com bombonas ainda disponíveis na secretaria de Saúde.
Se as manifestações se mantiverem, o governo prevê falta de água mineral, combustíveis para frota e merenda nas escolas.
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