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Segue o Baile – PF faz operação na região para combater fraude milionária contra o INSS

Segue o Baile – PF faz operação na região para combater fraude milionária contra o INSS

09/11/2022 às 10h03 Atualizada em 09/11/2022 às 13h03
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Ordens de prisão foram cumpridas em Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí – Foto/Divulgação
Ordens de prisão foram cumpridas em Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí – Foto/Divulgação

09.11 - A Polícia Federal combate uma quadrilha investigada por crimes previdenciários que agia em Santa Catarina, Paraná e Pernambuco. Já foram confirmados rombos de R$ 4,5 milhões aos cofres públicos, mas o golpe pode chegar a R$ 10 milhões, segundo a PF.

Foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão, sendo sete preventivas e oito temporárias, em Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí, além das cidades paranaenses de Curitiba, Maringá e Fazenda Grande (PR), e Petrolina (PE).

Segundo a PF, o bando fraudava documentos para receber pensões por morte e aposentadorias do INSS de forma irregular desde o ano passado. Além disso, a quadrilha agia falsificando vínculos com segurados já falecidos, além de incluir benefícios indevidos na folha de pagamento da Previdência Social.

De acordo com a PF, o grupo usava matrículas e senhas hackeadas de servidores do INSS. Jones Leitte, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários, descarta neste momento o envolvimento de servidores do INSS no esquema.

Segundo Marcelo Ávila, coordenador Geral de Inteligência do Ministério do Trabalho e Previdência, pelo menos 25 aposentadorias foram fraudadas só neste ano. O valor de cada benefício era de cerca de R$ 5 mil, mas com a fraude, os golpistas conseguiram receber valores retroativos da aposentadoria.

Entre os presos estão tanto criminosos envolvidos diretamente no esquema, como laranjas que emprestavam os nomes à quadrilha para receber o benefício de forma fraudulenta. Na operação foram apreendidos carros e motos de luxo, computadores, celulares, documentos e uma arma de fogo. Todo o material será periciado.

Crimes

O delegado regional Gustavo Trevisan, que investiga a quadrilha, explicou que a ação desta terça-feira é uma sequência da Operação Segue o Baile, deflagrada em novembro de 2021.

Os investigados responderão por organização criminosa, estelionato previdenciário e acesso indevido aos sistemas da Previdência. As penas, somadas, podem alcançar 20 anos de prisão.

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