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Luto na Cultura – Brasil perde os talentos de Gal Costa e Rolando Boldrin

Luto na Cultura – Brasil perde os talentos de Gal Costa e Rolando Boldrin

09/11/2022 às 19h34 Atualizada em 09/11/2022 às 22h34
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Gal e Boldrin fizeram história na cultura brasileira – Foto/Divulgação
Gal e Boldrin fizeram história na cultura brasileira – Foto/Divulgação

09.11 – Um dia triste para a cultura brasileira com as mortes de Gal Costa e Rolando Boldrin. Gal será velada na Assembleia Legislativa de São Paulo e Boldrin no Hall Monumental.

Gal Costa

Gal morreu aos 77 anos, em São Paulo, nesta quarta-feira (9). A informação foi confirmada pela assessoria da cantora. Ela havia dado uma pausa em shows, após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita.

O corpo da cantora, uma das maiores do Brasil, será velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, na Zona Sul da capital, na sexta-feira (11) das 9h às 15h. A cerimônia será aberta ao público.

Maria da Graça Costa Penna Burgos nasceu em 26 de setembro de 1945 em Salvador e foi a voz de clássicos da MPB como "Baby", "Meu nome é Gal", "Chuva de Prata", "Meu bem, meu mal", "Pérola Negra" e "Barato total".

Foram 57 anos de carreira, iniciada em 1965, quando a cantora apresentou músicas inéditas de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ela ainda era Maria da Graça quando lançou "Eu vim da Bahia", samba de Gil sobre a origem da cantora e do compositor.

Ao longo dos anos 60 e 70, ela seguiu misturando estilos. Dedicou-se ao suingue de Jorge Ben Jor com "Que pena (Ela já não gosta mais de mim)" e foi pelo rock com "Cinema Olympia", mais uma de Caetano. "Meu nome é Gal", de Roberto e Erasmo Carlos, serviu como carta de apresentação unindo Jovem Guarda e Tropicália.

Ronaldo Boldrin

Numa quarta-feira já impactada pela morte de Gal Costa, foi confirmado também a morte do cantor, compositor e ator Rolando Boldrin, neste dia 9, em São Paulo. A morte foi confirmada pela assessoria do artista. Boldrin estava no ar semanalmente na TV Cultura no programa “Sr. Brasil”. O velório vai acontecer na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O horário será informado em breve.

Ator de filmes premiados e de novelas acompanhadas no Brasil inteiro e até no exterior, tornou-se compositor e grande contador de causos.

Em maio deste ano, a TV Cultura homenageou Boldrin pelos 85 anos de vida com a exibição do documentário “Eu, A Viola e Deus”, dirigido por João Batista de Andrade. O filme conta a história do artista na música e nas artes desde a infância.

Trajetória

Nascido em 22 de outubro no São Joaquim da Barra, interior paulista, Boldrin se mudou para a capital ainda na juventude e começou a trabalhar na extinta TV Tupi em 1958. Aos 12 anos de idade, começou uma empreitada musical com o seu irmão, formando a dupla Boy e Formiga, que era bem sucedida na rádio do município.

No cinema estreou com o filme “Doramundo” (1978), de João Batista de Andrade, seguido de “O Tronco” (1999), do mesmo diretor, e fez o “O Filme da Minha Vida” (2017), de Selton Mello. Atuou em dezenas de novelas, entre elas “O Direito de Nascer”, “Roda de Fogo”, “Cara a Cara” e “Os Imigrantes”, está atualmente em reprise na TV Brasil, emissora estatal. Um dos principais papeis na TV foi o Dr. Alberto, da primeira versão de “A Viagem”, na Tupi.

Além do Sr. Brasil, ele já esteve à frente do “Estação Brasil”, “Empório Brasil”, “Empório Brasileiro” e “Som Brasil”. A TV Cultura agradeceu, em seu portal, pela honra de ter contado com o brilhantismo de Boldrin em sua programação. E manifestou os mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos deste “artista gigante”.

 

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