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Porto Belo - Acusado de matar homem acompanhado da filha é condenado a 37 anos de prisão

Porto Belo - Acusado de matar homem acompanhado da filha é condenado a 37 anos de prisão

10/11/2022 às 11h03 Atualizada em 10/11/2022 às 14h03
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O crime aconteceu no dia de 16 de abril deste ano no bairro Perequê - Foto/Divulgação
O crime aconteceu no dia de 16 de abril deste ano no bairro Perequê - Foto/Divulgação

10.11 - O Tribunal de Justiça de Porto Belo condenou por júri popular um dos acusados de homicídio contra um homem e tentativa de homicídio contra a filha dele após uma perseguição de carro em abril do último ano em Porto Belo. O julgamento foi na terça-feira (9).

O júri foi baseado nas investigações realizadas pela delegacia de Polícia Civil de Porto Belo. O réu foi condenado a 37 anos de prisão por dois crimes: homicídio quadruplamente qualificado, por motivo torpe, pela emboscada, pelo perigo comum e para garantir a impunidade ou vantagem de outro crime e outro na tentativa de homicídio de uma das vítimas.

Além disso, o réu foi condenado também pelos crimes de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e porte ilegal de arma de fogo. O crime repercutiu na época por conta da conduta dos criminosos, que perseguiram a vítima de carro, desde a casa dela, passando por diversas ruas movimentadas da cidade, efetuando vários disparos de arma de fogo, descendo no pátio de um posto de gasolina efetuando mais disparos em direção ao carro da vítima que morreu no local.

No momento do crime haviam várias pessoas na rua e no posto de combustível. A vítima estava ainda acompanhada de sua filha que não foi atingida pelos disparos.

Durante as investigações o veículo utilizado pelos acusados no momento do crime foi apreendido, sendo comprovada a adulteração, ainda durante as investigações, a polícia descobriu o local onde esse acusado estava foragido, sendo representado por mandado de busca e apreensão, e durante o cumprimento efetuado pela Polícia Civil do Paraná, na cidade de Maringá, foram apreendidas armas de fogo, munições e placas de coletes à prova de balas.

O segundo acusado pelo crime recorreu à decisão e por isso, deve ser submetido a júri popular assim que o recurso for julgado.

O Crime

Carlos Cezar Favero da Silva, 52 anos estava de carro, foi perseguido dois atiradores e morto a tiros em um posto de gasolina. A dupla que matou a vítima foi a mesma que roubou um milhão de reais da vítima no mês de dezembro de 2020. O assassinato teria ligação com o tráfico de drogas.

No dia 16 de abril, Carlos Cezar foi perseguido pelos atiradores desde a sua casa, no bairro Perequê, passando por várias ruas de Porto Belo, até chegar em um posto de gasolina, na avenida Hironildo Conceição dos Santos, onde ele foi morto a tiros na frente de várias testemunhas. O crime foi registrado pelas câmeras de segurança.

No mesmo dia, após investigações e ordem de busca e apreensão judicial, a polícia apreendeu na casa da vítima uma pistola 380 com munição, duas máquinas de contar dinheiro, bolsas e malas com R$ 4,1 milhões. A dinheiro estava em notas de dólares, euros e reais.

Na investigação, a equipe da delegada Luana Backes descobriu que a vítima estava envolvida com o tráfico de drogas e que J.B., 20 anos, um dos autores do assassinato, trabalhava para Carlos Cezar.

Em dezembro de 2020, J. planejou e executou um roubo a Carlos Cezar, levando mais de um milhão de reais da vítima. J.B. agiu com a ajuda de A.A.B, 40 anos. Carlos Cezar descobriu a traição do funcionário e passou a ameaçar ele e a família dele de morte.

Com isso, J. e A. planejaram e executaram o assassinato de César  em abril deste ano. A delegada pediu e a justiça autorizou ordens de busca e apreensão e prisão da dupla envolvida no crime.

Os dois foram presos na madrugada de 26 de maio. Eles estavam escondidos em uma casa de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Já na casa de J., na cidade de Maringá, no norte do Paraná, a polícia apreendeu uma pistola calibre .380, com dois carregadores, um revólver calibre .38, diversas munições e duas placas pra coletes à prova de bala. Também foram feitas buscas nas cidades de Balneário Camboriú e Camboriú.

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