
16.11 - Segundo dados do Instituto Trata Brasil, todos os dias são lançados, em rios, córregos, solo e mares, um volume de esgoto não tratado equivalente a 5.622 piscinas olímpicas. A falta de infraestrutura de saneamento no país é uma das principais vilãs na poluição das águas brasileiras. Os oceanos acabam sendo poluídos não só pelo esgoto despejado diretamente nos mares, mas também por aqueles que chegam através dos rios que deságuam no litoral. Assim, a poluição pode chegar de áreas mais distantes e terem os reflexos percebidos também na costa. De acordo com Reginalva Mureb, presidente da Águas de Penha o lixo e o esgoto lançados no mar causam grande prejuízo à biodiversidade marinha.
O esforço por um consumo mais consciente de água é importante para o futuro do planeta, mas também tem repercussões imediatas. Muita água é desperdiçada em atividades corriqueiras no cotidiano das casas. De acordo com a Águas de Penha, a economia passa por algumas mudanças de hábitos e só é preciso saber por onde começar.
Um bom primeiro passo para é investigar a existência de vazamentos dentro da residência. Eles são uma das principais fontes de desperdício de água no Brasil e avaliações periódicas em canos, hidrômetro e caixa d’água ajudam a prevenir o problema. Mas mesmo as casas livres de vazamentos não estão imunes ao desperdício. Banhos demorados, uso desregrado de mangueiras e da máquina de lavar roupas são só exemplos de práticas que geram perdas desnecessárias de água.
De olho no banho
O banheiro é o local da casa onde se concentra o maior consumo de água. Estima-se que só o chuveiro é responsável por mais de 30% do volume de água usado mensalmente em uma casa. Outros 30% de consumo doméstico de água, em média, escorrem pelas descargas, especialmente quando os vasos sanitários utilizam modelos de válvulas mais antigos.
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