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Balneário Piçarras - Secretaria de Segurança Pública localiza homem que pichou muros e espaços públicos da cidade

Balneário Piçarras - Secretaria de Segurança Pública localiza homem que pichou muros e espaços públicos da cidade

10/01/2023 às 19h50 Atualizada em 10/01/2023 às 22h50
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O homem de 51 anos se comprometeu a limpar as pichações que fez – Foto/Divulgação/PMBP
O homem de 51 anos se comprometeu a limpar as pichações que fez – Foto/Divulgação/PMBP

10.01 - Agentes da Secretaria de Segurança Pública de Balneário Piçarras localizaram, por volta das 16h de hoje, 10, o homem responsável por várias pichações em muros de residências e espaços públicos da cidade. O infrator, de 51 anos, morador do Bairro Itacolomi, foi encontrado em sua casa. Ao ser abordado pelos agentes, ele confessou ser o autor das pichações.

Segundo o Secretário de Segurança Pública, Paulo Debatin, o morador, que é catador de latinhas, alegou sofrer preconceito pelo trabalho que ele exerce na cidade. Contou ao secretário que é alvo de ofensas diárias e maus tratos por parte de moradores e turistas. Como forma de protestar, pichou diversos muros no Itacolomi e o Posto 7 dos salva-vidas com a frase “Proibido pobre na praia”.

A Secretaria de Segurança Pública chegou até o infrator após analisar imagens de câmeras de monitoramento de algumas casas do Bairro Itacolomi. Nas imagens, o homem, que está usando uma máscara cirúrgica, aparece chegando em uma bicicleta com uma caixa na frente. Ele desce com uma lata de spray nas mãos e picha o muro em menos de um minuto.

“Com base nas imagens e no trabalho de campo, conversando com moradores, a gente conseguiu localizar a casa do infrator. Fomos até lá uma primeira vez, mas ele não estava. Voltamos por volta das 16h e ele estava lá. Ele permitiu nossa entrada e confessou o ato, alegando sofrer preconceito”, explicou Debatin.

O morador assinou um documento se comprometendo a limpar e a pintar os muros pichados. Por volta das 17h, ele foi encaminhado ao Posto 7, onde fez a limpeza do local. Ele receberá tinta e material de limpeza para apagar as frases de protesto.

“Optamos por não adotar nenhum procedimento criminal. Ele vai reparar o dano e o que nos interessa é que ele reconheça o erro para ter esse efeito pedagógico”, conclui Debatin.

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