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Na Papuda – Morador de Balneário Piçarras está preso no DF por participar de ato golpista

Na Papuda – Morador de Balneário Piçarras está preso no DF por participar de ato golpista

19/01/2023 às 14h41 Atualizada em 19/01/2023 às 17h41
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O suboficial da Marinha Marco Antônio Braga Caldas em ato de campanha bolsonarista –Foto/Reprodução/Facebook
O suboficial da Marinha Marco Antônio Braga Caldas em ato de campanha bolsonarista –Foto/Reprodução/Facebook

19.01 – Quatro militares da reserva e um ex-militar estão na lista de detidos por estimularam os ataques golpistas contra as sedes dos três Poderes no dia 8 de janeiro. Entre eles um morador de Balneário Piçarras, o suboficial da Marinha Marco Antônio Braga Caldas.

Segundo o site UOL Notícias, o militar foi preso por envolvimento direto no ato golpista. Caldas deixou o serviço ativo em novembro de 2021, segundo dados do Portal da Transparência da União. No entanto, suas redes sociais mostram que ele participa ativamente da militância bolsonarista ao menos desde 2018, quando ainda estava na ativa. Vale lembrar, que militares da ativa são proibidos de se manifestar politicamente sem que haja autorização expressa de seus comandantes.

Caldas também fez vídeos nas redes sociais no acampamento golpista em frente ao QG do Exército em 8 de janeiro. Ele participou da marcha do acampamento até a praça dos Três Poderes e, em vídeo, destacou a disposição de depor o governo eleito e estimular um golpe militar —chamado por ele de intervenção federal, replicando o termo usado por bolsonaristas em protestos golpistas em novembro. Caldas enumera os pleitos que eram defendidos pelos golpistas. “Não ao comunismo. Não à chapa Lula-Alckmin. A nulidade desta chapa. A intervenção federal”, defendia Caldas nas redes sociais.

Procurada pela reportagem do UOL, a Marinha afirmou que a violação dos deveres e obrigações previstos no Estatuto dos Militares pode constituir "crime, contravenção ou transgressão disciplinar, conforme dispuser a legislação ou regulamentação específicas" e que o não cumprimento desses deveres pode acarretar "responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou penal". "Nesse sentido, as providências são tomadas de acordo com o caso concreto, após conclusão de eventual processo administrativo disciplinar, com o exercício da ampla defesa e do contraditório, se for o caso, aplicação de sanções pertinentes", conclui a nota.

Entre os ex-militares detidos o preso com mais alta patente é Nader Luis Martins, capitão da reserva do Exército —ele deixou o serviço ativo em fevereiro de 2018, segundo dados do Portal da Transparência da União. Morador de Curitiba, ele participou de um acampamento golpista em frente a um quartel do Exército na capital do PR.

O UOL identificou outros nomes ligados às Forças Armadas que constam na lista de presos por envolvimento no ato golpista. O segundo-sargento Noemio Laerte Hochscheidt e o soldado Robson Victor de Souza, ambos militares da reserva do Exército; Arthur de Lima Timóteo serviu como cabo da FAB (Força Aérea Brasileira) até julho de 2022. Segundo a FAB, ele foi dispensado após o fim de seu tempo de serviço militar obrigatório e atualmente não mantém vínculo com a força; Além dos presos, o UOL identificou a participação de Marcelo Soares Corrêa, cabo da reserva do Exército, no ato golpista.

O UOL não localizou representantes legais dos militares citados na reportagem O espaço segue aberto.

Fonte: Portal UOL

Por: Igor Melo e Lola Ferreira

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