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Dinheiro sujo - Casal de corretores de imóveis de Camboriú é preso em operação da PF

Dinheiro sujo - Casal de corretores de imóveis de Camboriú é preso em operação da PF

26/01/2023 às 17h13 Atualizada em 26/01/2023 às 20h13
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A quadrilha estava construindo prédio em Camboriú e quatro embarcações foram apreendidas – Foto/Divulgação
A quadrilha estava construindo prédio em Camboriú e quatro embarcações foram apreendidas – Foto/Divulgação

26.01 - Um casal de corretores de imóveis e quatro pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foram presas na região  na operação Fim do Mundo, da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira em quatro estados brasileiros. Os corretores foram presos em Camboriú e os outros quatro suspeitos, que fazem parte da mesma família, foram presos em Balneário Camboriú. Os líderes do esquema eram dois irmãos - um foi preso em BC e o outro ainda foragido. O bando de traficantes pretendia construir um prédio em Camboriú. Toda a família recebeu auxílio emergencial do governo federal.

Além das prisões em Camboriú e BC, outras cinco pessoas foram presas em Mangaratiba e Angra dos Reis (RJ), e Foz do Iguaçu (PR). Além de um dos líderes e o casal de corretores, foram presos em BC a irmã dos mentores do bando e o marido dela. O marido foi preso em flagrante, já que com ele foi apreendido R$ 300 mil em dinheiro.

A investigação teve início em maio de 2020 com o objetivo de combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro de uma quadrilha com atuação em uma comunidade do Rio de Janeiro. A partir da apuração, a equipe do delegado Bruno Humelino identificou que dois irmãos eram responsáveis pelo tráfico de armas e drogas, como cocaína e skunk, no Rio de Janeiro, mas tinham escolhido Balneário Camboriú para morar e lavar a grana suja.

Cerca de 10 pessoas da mesma família moravam em BC e também investiam em imóveis de luxo na cidade para “lavar”  a maneira ilícita como conseguiam o patrimônio. As compras de imóveis eram intermediadas pelo casal de corretores de Camboriú. “O trabalho deles era a atividade ilícita. Eles iam ao Rio de Janeiro faziam as negociações ilícitas e voltavam para cá e ficavam de folga. Tinha uma vida de alto padrão. Os dois principais irmãos moram em imóveis de luxo aqui, com alto padrão. Temos fotografias deles em lanchas e motos aquáticas na região. Temos vídeos deles curtindo a noite. Normalmente, eles estavam sempre com uma vida de quem gasta muito. Veículos de luxo, apreendemos diversos”, conta o delegado.

Por: Fanciele Marcon/Diarinho

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