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Itajaí - Policiais voltam em casa de vítima de feminicídio e encontram três quilos de cocaína dentro da cama

Itajaí - Policiais voltam em casa de vítima de feminicídio e encontram três quilos de cocaína dentro da cama

28/01/2023 às 09h44 Atualizada em 28/01/2023 às 12h44
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Tanto a vítima como o suspeito do crime de feminicídio possuem histórico por tráfico de drogas – Foto/Divulgação
Tanto a vítima como o suspeito do crime de feminicídio possuem histórico por tráfico de drogas – Foto/Divulgação

28.01 - A morte de uma mulher por asfixia dentro de casa em Itajaí, teve novos desdobramentos quase três meses depois. A Polícia Civil retornou nesta semana à casa em que o crime ocorreu, e encontrou três quilos de cocaína escondida dentro de uma cama.

Segundo as investigações da Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Itajaí, o marido da vítima, de 37 anos, seria o principal suspeito pelo crime. O feminicídio teria ocorrido após ele, supostamente, ter descoberto uma traição da vítima. Desde então, o suspeito está foragido.

Nesta semana, a Polícia Civil retornou à casa em que o crime ocorreu para buscas complementares. Foi quando quatro pacotes de uma substância em pó branca foram encontrados escondidos dentro de uma cama. Segundo a polícia, constatou-se preliminarmente se tratar de cocaína já misturada com outros elementos.

A droga foi apreendida pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí e foi instaurado inquérito policial para apuração da origem do entorpecente. Tanto a vítima como o suspeito do crime de feminicídio possuem histórico por tráfico de drogas.

Relembre o caso

A vítima M.F.F., de 41 anos, foi asfixiada dentro de casa pelo marido E.B.S., de 37 anos, no dia 7 de novembro. Ele teria matado a esposa e dito aos filhos que estava em casa, de cinco e 13 anos, que a mãe tinha saído para ir ao serviço.

As crianças passaram a manhã em casa sem saber que a mãe estava morta no quarto. Sem notícias da mãe, a filha mais velha ligou ao serviço e descobriu que a mãe não foi trabalhar. A polícia foi chamada e encontrou o corpo no quarto.

A menina relatou aos policiais que, na noite anterior, a mãe e o padrasto teriam brigado e saído de casa. O homem disse a menina que levaria a mulher para a casa da mãe dela.

No dia seguinte, a menina ligou para a avó materna, que afirmou que a mulher não estava lá. Ela também não foi vista no trabalho.  Com isso, a menina ligou para a polícia. Tanto a filha de 13 anos quanto uma de 5 estavam trancadas em um quarto.

A vítima foi encontrada já morta em outro quarto trancado. Segundo a polícia, não havia sinais de luta corporal, sangue ou de arma de fogo. A suspeita é que ela tenha sido morta por asfixia.

O homem fugiu para o Paraná logo após o crime, mas antes passou na casa de familiares dele em Camboriú e confessou que havia matado a mulher. Os familiares então ligaram para as meninas e orientaram a de 13 anos a ligar para a polícia, o que ela fez.

Familiares do suspeito informaram ainda que ele tinha saído temporariamente da Penitenciária Industrial de Joinville e que deveria voltar dias depois. Ele teria descoberto uma suposta traição da companheira, e não retornou à prisão.

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