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Estudo - Prefeitura de Barra Velha recebe plano de manejo do Parque Natural Municipal Caminho do Peabiru

Elaborado pela Univali o estudo vai possibilitar uma melhor gestão da unidade de conservação

23/02/2023 às 11h19 Atualizada em 23/02/2023 às 11h38
Por: Carneiro News Fonte: PMBV
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A entrega aconteceu na quarta-feira (22) no gabinete do prefeito Douglas da Costa – Foto/Divulgação
A entrega aconteceu na quarta-feira (22) no gabinete do prefeito Douglas da Costa – Foto/Divulgação

23.02 - Professores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) entregaram oficialmente na tarde de ontem 22, ao prefeito de Barra Velha, Douglas da Costa, o plano de manejo do Parque Natural Municipal Caminho do Peabiru. O estudo foi elaborado por educadores da instituição, que em parceria com um grupo de trabalho, elaboraram o documento que vai ser como norteador para uma melhor gestão da unidade de conservação.

A professora Rosemeri Marenzi, coordenadora do projeto, ao entregar o documento ao Gestor Municipal, que estava acompanhado pelo presidente da Fundema, Giovanni Tomazelli Guesser, destacou que foi a forma com que a instituição pode contribuir em projetos, programas e ações que beneficiem toda a comunidade. “Esse documento demonstra o comprometimento da Univali que disponibilizou os serviços do seu corpo técnico e científico a fim de contribuir com a preservação deste espaço", disse.

O plano de manejo é uma ferramenta de gestão da unidade de conservação e um estudo obrigatório de acordo com a lei. Ele tem o objetivo de trazer informações técnicas da área que unido a um planejamento estratégico possibilite uma melhor gestão pelo órgão gestor, no caso a Fundação Municipal de Meio Ambiente de Barra Velha (FUNDEMA).

O trabalho buscou atualizar o conhecimento sobre a biodiversidade da região, quinze anos após a criação do parque, que foi criado oficialmente em 2007 e, hoje, ocupa uma área de 121 hectares localizado no perímetro urbano de Barra Velha. Preserva um fragmento raro do bioma Mata Atlântica com espécies ameaçadas de extinção.

Caminho do Peabiru

Segundo o Wikipédia,os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado) são antigos caminhos utilizados pelos indígenas sul-americanos desde muito antes do descobrimento pelos europeus, ligando o litoral ao interior do continente. A designação Caminho do Peabiru foi empregada pela primeira vez pelo jesuíta Pedro Lozano em sua obra "História da Conquista do Paraguai, Rio da Prata e Tucumán", no início do século XVII. Outras fontes, no entanto, dizem que o termo já era utilizado em São Vicente logo após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, em 1500.

Cusco

O principal destes caminhos, denominado Caminho do Peabiru, constituía-se em uma via que ligava os Andes ao Oceano Atlântico. Mais precisamente, Cusco, no Peru (embora talvez se estendesse até o oceano Pacífico), ao litoral brasileiro na altura da Capitania de São Vicente (atual estado de São Paulo), estendendo-se por cerca de 3 000 quilômetros, atravessando os territórios dos atuais Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil. Segundo os relatos históricos, o caminho passava pelas regiões das atuais cidades de Assunção, Foz do Iguaçu, Alto Piquiri, Ivaí, Tibagi, Botucatu, Sorocaba e São Paulo até chegar à região da atual cidade de São Vicente. Ainda havia outros ramos do caminho que terminavam nas regiões das atuais cidades de Cananeia e Florianópolis.

Em território brasileiro, um de seus traços ou ramais era a chamada Trilha dos Tupiniquins, no litoral de São Vicente, que passava por Cubatão e por São Paulo, em lugares posteriormente conhecidos como o Pátio do Colégio e rua Direita; cruzava o Vale do Anhangabaú; seguia pelo traçado que hoje é o das avenidas Consolação e Rebouças; e cruzava o rio Pinheiros. Outro ramal partia de Cananeia. Ramificações adicionais partiam do litoral dos atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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