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Geral 30 Mil Tainhas

Praia de Florianópolis registra o segundo maior lanço de sua história

Mais de 30,1 mil tainhas foram capturadas ontem, batendo o recorde da temporada de 2023 na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina.

21/06/2023 às 10h05
Por: Carneiro News Fonte: ND+
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O lanço foi na Lagoinha do Norte – Foto/Leo Munhoz/ND
O lanço foi na Lagoinha do Norte – Foto/Leo Munhoz/ND

21.06 - Pelo menos 30.122 tainhas foram pescadas na última terça-feira (20) na Lagoinha do Norte, em Florianópolis. Foram mais de 50 toneladas de peixe, sendo o segundo maior lanço da história da região e o atual recorde da temporada de 2023, calcula o patrão do rancho, Anisio Souto, 58 anos.

Dessa quantidade, seu Anisio diz que um pouco mais de 2 mil foram doadas para a comunidade. “Dessas, pouco mais de 27 mil tainhas que contamos para vender, depois uma quantidade que deixamos separada para dar para as pessoas que ajudaram. Uns levaram duas, três. Então todos que ajudaram conseguiram garantir uma tainhazinha pra casa”.

Ainda na segunda-feira (19), ocorreram os primeiros grandes lanços na Praia de Cima, em Palhoça, com 12 mil capturas, na Joaquina, com 3 mil, Cachoeira do Bom Jesus, com 3 mil e Praia Grande, em Governador Celso Ramos, com 1 mil tainhas.

Trabalho em equipe

A emoção tomou conta de todos que estavam por lá. Os pescadores levantavam a tainha como se fosse um troféu. Seu Anísio, em êxtase, revela que o trabalho conjunto para capturar as tainhas teve início às 6h da manhã.

“Já saímos bem cedo para garantir uma boa pesca. Estávamos com as canoas na ponta só esperando pela oportunidade. Mesmo assim, os peixes ficaram fora do lanço. Quando deu 8h da manhã, eu como sou o chefe, mandei café, pão em um outro barco para dar força pra turma de lá”.

Após muitas estratégias e muito trabalho em equipe, as primeiras tainhas começaram a aparecer. “Eu calculei 15 mil, teve gente que calculou 20 mil, 5 mil, mas esse número surpreendeu a todos”, declara Souto. “Nós choramos de ver o peixe dentro da rede. Acho que a ficha de hoje só vai cair amanhã”, completa emocionado.

Tradição de gerações

Patrick Dutra de Souza, de 23 anos, é um dos 35 pescadores envolvidos diretamente na pesca artesanal de tainha na Lagoinha do Norte. Para ele, essa é uma tradição passada por gerações que não pode acabar.

“Isso aqui é inexplicável. Vem desde o meu bisavô, avô. Tem gente que pensa que a pesca artesanal vai acabar, mas nós jovens não vamos deixar. Eu fico muito emocionado de estar aqui com a minha família, meu tio, meu avô, meu pai, todo mundo junto”, manifesta. “Hoje todo mundo come tainha”.

 

 

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