
17.08 - O pastor Dirlei Paiz, de Blumenau, foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 17, na 14ª fase da Operação Lesa Pátria. A operação tem como objetivo identificar pessoas que incitaram, participaram e fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília (DF), quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos.
Paiz ocupa atualmente o cargo de coordenador técnico do gabinete do presidente da Câmara de Vereadores de Blumenau, Almir Vieira. No portal da transparência, ele recebe um salário de R$ 5.075 mensais.
Segundo o presidente da Câmara, o pastor está trabalhando no gabinete há cerca de 40 dias e, quando foi contratado, não tinha nenhuma informação sobre antecedentes. Após a notícia da prisão, o parlamentar afirmou que irá tomar as providências cabíveis e levará o caso ao setor jurídico.
Segundo o presidente, Paiz também foi assessor de deputado e trabalhou com outros parlamentares anteriormente. Conforme Almir Vieira, o pastor se colocou à disposição para se candidatar ao cargo de vereador.
Nas redes sociais, Paiz publicou imagens incentivando os atos golpistas em 8 de janeiro segurando uma placa com as palavras 'queremos intervenção federal.
Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal, nos estados da Bahia, Goiás, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal. Em SC, são três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.
Investigação
Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo.
Os alvos desta fase são suspeitos de terem fomentado o movimento chamado de “Festa da Selma”, que era, em verdade, codinome previamente utilizado para se referir às invasões.
O termo Festa da Selma foi utilizado para convidar e organizar transporte para as invasões, além de compartilhar coordenadas e instruções detalhadas para a invasão aos prédios públicos. Recomendavam ainda não levar idosos e crianças, se preparar para enfrentar a polícia e defendiam, ainda, termos como guerra, ocupar o Congresso e derrubar o governo constituído.
A esposa de Dirlei, que confirmou a prisão do marido. A reportagem do Carneiro News buscou o advogado do pastor, que informou estar se inteirando do assunto.
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