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Meio Ambiente Flagra

Barra Velha - Câmeras flagram gato-maracajá, espécie ameaçada de extinção, no Parque Peabiru

O registro do felino silvestre raro no parque mostra a beleza da área preservada. A presença do animal ressalta a relevância das áreas de preservação para a conservação das espécies ameaçadas.

31/08/2023 às 10h36
Por: Carneiro News Fonte: PMBV
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Foto/Divulgação/Fundema
Foto/Divulgação/Fundema

31.08 - As câmeras de monitoramento instaladas no Parque Natural Municipal Caminho do Peabirú, em Barra Velha, capturaram nesta semana, imagens de um gato-maracajá, espécie ameaçada de extinção. A descoberta surpreendeu a bióloga Gabriela Klein, da Fundação do Meio Ambiente de Barra Velha (Fundema), gestora do parque, uma vez que na área ainda não havia sido registrada nenhuma espécie de felino silvestre.

O gato-maracajá (Leopardus wiedii) e um animal raro, cuja presença na área preservada demonstra a riqueza da biodiversidade existente no Parque Peabirú. A bióloga Gabriela Klein, responsável pelo parque, expressou a importância do registro: "Essa espécie é topo de cadeia, ela precisa de um ecossistema equilibrado para o seu habitat, que nesse caso é o Parque e a vegetação do seu entorno que vai até o rio Itapocu". A presença do felino ressalta a relevância das áreas de preservação para a conservação das espécies ameaçadas.

Localizado no bairro Nova Barra Velha, o Parque Natural Municipal Caminho do Peabirú abrange uma área de 121 hectares de natureza preservada e possui conexão com dois ambientes de grande importância para o município, a laguna de Barra Velha e o rio Itapocu. A descoberta do gato destaca a necessidade contínua de proteger essas áreas para garantir o habitat e a sobrevivência de espécies em risco.

As câmeras de monitoramento, originalmente instaladas para fazer o levantamento que deu origem ao Plano de Manejo (UNIVALI & FUNDEMA, 2022), acabaram fornecendo um vislumbre inestimável da biodiversidade da região. A aparição do gato-maracajá reforça a importância de continuar a monitorar e proteger esses espaços naturais, a fim de preservar a vida selvagem única que eles abrigam.

“Estamos comprometidos em continuar suas atividades de conservação e monitoramento para garantir que a biodiversidade local seja preservada para as gerações futuras”, frisou o presidente da Fundema, Giovanni Tomazelli.

 

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