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Policial Disco de Ouro

PF mira apartamento de Alexandre Pires em Itapema durante operação contra garimpo ilegal

Nada foi encontrado na casa do cantor. Grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 250 milhões em terra indígena.

05/12/2023 às 11h31
Por: Carneiro News Fonte: NSC
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Foto/Divulgação/PF
Foto/Divulgação/PF

05.12 - A Polícia Federal esteve no apartamento do cantor Alexandre Pires em Itapema, na manhã de ontem (4). Segundo apuração da NSC, nenhum material foi encontrado. O objetivo foi cumprir um mandado de busca e apreensão ligado à Operação Disco de Ouro, que investiga um esquema de financiamento e logística de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. O grupo teria movimentado R$ 250 milhões.

Durante o dia, Pires chegou a ser ouvido pela PF em um cruzeiro onde se apresentava no litoral de Santos, em São Paulo. Na sequência, conforme apuração do O Globo, ele foi liberado.

Os agentes procuraram na casa de Alexandre Pires documentos que apontassem possíveis pagamentos da mineradora alvo da investigação ao artista. Conforme a Polícia Federal, o cantor teria recebido ao menos R$ 1 milhão dessa empresa.

A reportagem tentou contato com a assessoria do artista, mas não teve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

 O que é a investigação

A Operação Disco de Ouro, deflagrada nesta manhã, tinha por objetivo cumprir dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Roraima. As ordens judiciais foram cumpridas em Boa Vista e Mucajaí, em Roraima, além de São Paulo e Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). Também foi determinado o sequestro de mais de R$ 130 milhões dos suspeitos.

O inquérito policial indica que o esquema seria voltado para a “lavagem” de cassiterita retirada ilegalmente da Terra Indígena Yanomami. Segundo a apuração, o minério seria declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba, no Pará, e supostamente transportado a Roraima, para tratamento.

As investigações apontam, porém, que essa dinâmica ocorreria apenas no papel, já que o minério seria originário do próprio estado de Roraima.

Foram identificadas transações financeiras que relacionariam toda a cadeia produtiva do esquema, com a presença de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração e laranjas para encobrir movimentações fraudulentas.

“O esquema contaria, ainda, com um empresário do ramo musical, de expressão nacional, que seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes, bem como um cantor, que teria recebido ao menos um milhão de reais de uma mineradora investigada”, diz nota da PF.

As investigações continuam.

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