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Filho de Jorginho Mello desiste de ser secretário de Estado da Casa Civil de SC

Confirmação ocorreu no final da tarde de ontem. Nomeação de Filipe Mello como secretário de Estado da Casa Civil foi alvo de ação na Justiça. Por enquanto, seguirá interinamente no posto a secretária-adjunta da pasta, Maria Teresinha Debatin.

10/01/2024 às 09h38
Por: Carneiro News Fonte: G1/Dagmara Spautz
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Foto/Divulgação
Foto/Divulgação

10.01 - Filipe Mello, filho do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), não será mais o novo secretário de Estado da Casa Civil, confirmou o governo no final da tarde de ontem (9). Por enquanto, seguirá interinamente no posto a secretária-adjunta da pasta, Maria Teresinha Debatin.

Em uma rede social, ele fez uma publicação no final da tarde desta terça dizendo que teve uma conversa com o pai sobre o assunto. "Concluímos que devo continuar auxiliando o Governador da maneira que faço hoje. Sem cargo no Governo. Quem nos conhece sabe da relação que temos e sabe que não preciso de emprego".

A nomeação de Filipe Mello chegou a ser alvo de ação judicial. Na quinta, após o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entrar com o processo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu uma liminar (decisão provisória) impedindo que Filipe fosse nomeado secretário.

 

Porém, na tarde de segunda (8), depois de um recurso da Procuradoria-Geral do Estado, a liminar foi derrubada pelo próprio TJSC, deixando livre o caminho para que o filho do governador assumisse o cargo.

Os bastidores da desistência

Nos bastidores, no entanto, a hipótese vinha sendo gestada pelo filho do governador Jorginho Mello (PL) ao longo dos últimos dias. A alguns interlocutores, Filipe já havia dito que considerava a possibilidade de abrir mão do cargo para blindar o pai. Mas queria antes uma resposta da Justiça ao recurso do Estado contra a liminar que proibiu sua nomeação.

Ontem, Filipe foi até o Centro Administrativo, durante a tarde, e comunicou a decisão a Jorginho. Na conversa entre os dois, ficou ajustado que ele seguirá atuando como tem feito desde o início do governo – nos bastidores.

O que se seguiu foi um corre-corre para elaborar o comunicado. O núcleo duro do governo sugeriu uma nota formal. Filipe preferia uma manifestação pessoal. Escreveu ele mesmo a carta de desistência, e publicou em suas redes.

Com quem conversou após a publicação, o advogado disse que a relação familiar, causa de toda a polêmica em torno da nomeação, foi também o que motivou a desistência. “Não é apenas o governador. É o meu pai”, disse a interlocutores.

Nas contas de Filipe está o índice de aprovação de Jorginho, que segundo pesquisa recente ultrapassa 70% em SC. O filho não quis ficar com o ônus de um arranhão de imagem.

O segundo ponto a ser observado é a frase final, quando Filipe diz que seguirá “com respeito a quem merece”. Internamente, há uma avaliação de que algumas vozes importantes da base se omitiram no momento em que o governo precisou.

 

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