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Policial Racismo

Mulher acusada de cometer injúria racial dentro de cinema em Balneário Camboriú é presa pela PM

Caso de injúria racial teria ocorrido em shopping, no cinema, e foi testemunhado por pessoas que estavam com a vítima.

01/03/2024 às 09h12
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Divulgação/PMSC
Foto/Divulgação/PMSC

01.03 - Uma mulher foi presa na noite da última quarta-feira (28) acusada de ter cometido injúria racial em um shopping de Balneário Camboriú. A vítima, um homem, foi quem relatou o crime, que teria acontecido em uma sessão de cinema local.

A injúria envolveu o músico L. J. S., de 30 anos, e sua amiga, M. D. S. M., de 41, que iriam assistir a cinebiografia de Bob Marley. Segundo a vítima, uma das espectadoras do filme, B. L. C. A., de 28 anos, lhe abordou se mostrando “impressionada” com o fato de “haver mais negros no cinema” do que em anos anteriores.

“Ela e um homem nos abordaram, e olhando fixo para mim, ela disse achar engraçado que antigamente não tinha muitos pretos dentro do cinema. Eu perguntei se ela estava ciente do que falava, e ela falou que sim, que realmente tem muito ‘nego’ dentro do cinema. Nesse momento, outras pessoas também não gostaram da fala”, narrou o músico.

Ofendido pela injúria racial, ele a questionou, perguntando o que queria dizer, e ela respondeu apontando para ele e repetindo: “Gente preta”. Na mesma hora, a vítima acionou os seguranças do shopping e chamou a polícia. A amiga confirmou o acontecido em boletim de ocorrência.

Acusada nega ter cometido injúria e alega ter se desculpado

De acordo com a acusada, ouvida pela guarnição, ela fez o comentário por estar vendo um filme do cantor Bob Marley e ter notado muitas pessoas negras no cinema. Ainda, disse que não teve intenção de ofender e que teria se desculpado com o homem.

L. disse a mulher que ela não poderia falar o que falou, pois dá a impressão de que “cinema não seria para negros, e sim para brancos”, mas ela seguiu insistindo na fala. A acusada ficou horas detida na delegacia até a chegada de um advogado.

O companheiro dela chegou a chorar e pediu para L. retirar a queixa, mas o músico levará o caso até o fim. L. e sua amiga registraram o BO.

A pena prevista para injúria racial no Brasil, que em 2023 foi equiparada ao crime de racismo, é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Não cabe fiança e o delito é imprescritível.

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