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Menina de 3 anos foi espancada até a morte pelo padrasto em Indaial

Segundo a Polícia Militar, mãe e padrasto confessaram o assassinato da menina durante depoimento. Casal foi flagrado por uma câmera com mala usada para esconder corpo da menina. Padrasto cavou uma cova com as próprias mãos na mata.

07/03/2024 às 08h18
Por: Carneiro News Fonte: NSC/ND+
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Casal teria espancado a menina até a morte, enterrou o corpo e depois tentou simular um sequestro - Foto/Redes Sociais
Casal teria espancado a menina até a morte, enterrou o corpo e depois tentou simular um sequestro - Foto/Redes Sociais

07.03 - Isabelle de Freitas, de 3 anos, foi encontrada morta na noite desta quarta-feira (6) em Indaial, no Vale do Itajaí. Em nota, a Polícia Militar comunicou que mãe e padrasto confessaram o assassinato da criança durante depoimento prestado junto à Polícia Civil. O padrasto teria espancado a menina até a morte e depois se livrado do corpo em uma região de mata, próximo ao local onde a família reside. O casal foi preso após a confissão.

Desaparecimento de Isabelle

A Polícia Militar foi acionada e informada que a criança havia desaparecido na noite de segunda-feira (4). Devido à pouca informação sobre o caso, os policiais iniciaram as buscas no local e redondezas, mas não a encontraram.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e Voluntários realizaram as buscas pela menina nas proximidades com um cão farejador, mas nenhum rastro havia sido encontrado.

Ao longo do dia, a Polícia Civil coletou depoimentos do padrasto e mãe da criança, assim como de testemunhas, a fim de entender o suposto desaparecimento que havia sido citado pelos responsáveis da menina.

Sequestro de mentirinha

O padrasto ligou para a Polícia Militar na segunda à tarde dizendo que a menina tinha sumido. Uma guarnição foi ao local e com a ajuda de um bombeiro fez buscas na região. Desde então os agentes perceberam que os relatos não pareciam reais. Durante a terça (5), a PM diz que continuou procurando, mas novamente sem sucesso.

Segundo o relato inicial do casal, a menina já estava desaparecida e os dois mantinham uma história indicando que Isabelle tinha sido sequestrada. O padrasto chegou a dar entrevista a reportagem do NSC Total antes de ser interrogado, na tarde de quarta (6). Em meio às lágrimas, reafirmou a versão de sumiço da enteada, declarou amor pela pequena e disse que o sentimento era de “dor e culpa” por ter deixado alguém levá-la.

Confissão do crime

As histórias contadas por eles pareciam bastante ensaiadas. A polícia ao ouvir os relatos de vizinhos, veio a informação de que na manhã de segunda (4) houve uma briga na residência. De imediato a situação levantou suspeita. Um homem que se apresentou como missionário de igreja e mora com a família há duas semanas disse ter ouvido os choros da criança, mas afirmou não ter visto o que ocorreu de fato.

A casa passou por perícia e vestígios de sangue foram encontrados. Durante depoimento o padrasto confessou ter iniciado o ataque à pequena e depois a mulher teria participado também. Ela negou ter agredido a criança. Entretanto, ao se darem conta da morte da menina, combinaram a história de suposto sequestro para tentar despistar a polícia. Chegaram a chamar um carro de aplicativo durante a tarde para que o veículo aparecesse na rua e os vizinhos vissem.

Isso, para a dupla, sustentaria a tese de sequestrado. Entretanto, os agentes encontraram o motorista de aplicativo. O homem contou ter recebido um pedido de corrida para o endereço da família, foi ao local e esperou por cerca de cinco minutos. Mas como ninguém apareceu, ele desistiu do chamado. Ao longo daquela tarde, os vizinhos relatam que o casal foi nas casas perguntando se alguém tinha visto a pequena, para tentar simular uma preocupação. Os agentes dizem que a criança sofreu espancamento até a morte.

Carregaram a menina morta em uma mala

Uma câmera de segurança flagrou parte da ação do casal apontado pela Polícia Civil como responsável por matar uma menina de três anos em Indaial, no Vale do Itajaí. A mãe e o padrasto de Isabelle de Freitas aparecem em imagens carregando a mala usada por eles para levar o corpo da pequena até o local onde foi enterrado. O padrasto cavou uma cova com as próprias mãos na mata após o assassinato da criança, segundo o delegado Filipe Martins.

Conforme as filmagens, era pouco antes das 16h de segunda-feira (4) quando os dois são flagrados caminhando juntos. O homem está carregando uma mala. Eles olham para os lados, como se cuidassem para ninguém os ver, e deixam a bolsa ao lado de um poste, na calçada. Depois, saem do local. Pouco antes disso, segundo a investigação, o casal foi ao pé a uma área de mata perto de onde moram, próximo da BR-470, e colocou a pequena em uma cova rasa na rua Itajaí. O próprio padrasto indicou o local aos agentes.

Prisão

O casal teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O inquérito tenta esclarecer agora se houve um homicídio ou um caso de tortura com resultado morte, cuja pena é ainda maior. A mulher tem outro filho, de seis anos, que morava na casa. Ele foi acolhido pelo Conselho Tutelar. Conforme a polícia, o órgão já tinha recebido denúncias de maus-tratos contra as crianças.

Uma irmã da mãe de Isabelle, relatou que no fim do ano a menina tinha aparecido com uma queimadura, mas teria ouvido que ocorreu um acidente com café. A tia mora em Ibirama e estava em Indaial na tarde de quarta para buscar o sobrinho mais velho quando recebeu a notícia da morte da pequena.

 

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