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Nuvem de gafanhotos vinda da Argentina é monitorada pela Cidasc

Nuvem de gafanhotos vinda da Argentina é monitorada pela Cidasc

24/06/2020 às 13h16 Atualizada em 24/06/2020 às 16h16
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Foto: Reprodução
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24.06 - A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou ontem (23) que tem acompanhado a questão da nuvem de gafanhotos que está na Argentina e pode chegar ao Brasil, e pede aos produtores, especialmente na região da fronteira, que avisem o órgão caso percebam algo nesse sentido. Já a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) diz que, tecnicamente, não há chance de os insetos virem para o território catarinense.

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) informou ao Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) que, se as atuais condições climáticas continuarem, a nuvem deve ir para o Uruguai.

No entanto, por causa da proximidade com o Sul do país, é necessário que os órgãos estaduais e os agricultores fiquem atentos para "eventuais medidas de controle da praga caso esta nuvem ingresse em território brasileiro".

Os insetos são oriundos do Paraguai, onde destruíram plantações de milho, e chegaram no território argentino no fim da última semana. Uma projeção do país prevê que os gafanhotos podem atingir o Oeste do Rio Grande do Sul e também Santa Catarina, colocando em risco as lavouras.

Segundo a Cidasc, essa espécie é do Hemisfério Sul e manifestações assim ocorrem em anos mais secos, como o atual. A gestora falou também que, tecnicamente, existe a possibilidade de a nuvem chegar a Santa Catarina por causa da capacidade de deslocamento dos gafanhotos e que, como a época é de entressafra, pastagens seriam mais afetadas. Mas, ponderou que eles são uma praga polífaga, ou seja, que comem "de tudo".

A gestora diz que os produtores devem ficar alertas e que, caso notem alguma coisa fora do normal, devem entrar em contato com a Cidasc. Segundo ela, ainda é preciso definir os procedimentos que devem ser adotados para controle dessa praga.

Fonte: Cidasc

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